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Summit Agronegócio 2017 discute inovação no campo; acompanhe

O evento acontecerá das 8h às 18h, com patrocínio da Federação da Agricultura e Pecuária de São Paulo

Inovação é a fronteira mais promissora do agronegócio. Ela tem permitido a criação de soluções para problemas agrícolas, geração de empregos, ganhos de produtividade e, ainda, com sustentabilidade econômica, ambiental e social. Esses temas estão sendo debatidos no Summit Agronegócio 2017, evento que o Estadão promove nesta segunda-feira, 27, em São Paulo.

 

(Leticia Pakulski, Camila Turtelli e Nayara Figueiredo)

 

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  • 15h40

    27/11/2017

    O presidente da Associação dos Produtores de Soja do Brasil (Aprosoja Brasil), Marcos da Rosa, destacou que a perspectiva de remuneração do produtor em 2017/18 segue apertada no Brasil. "O bushel de soja não reage, e o dólar está em uma gangorra. Os custos são altos em relação ao preço atual", destacou Rosa, em entrevista ao Broadcast Agro durante o Summit Agronegócio 2017, realizado nesta segunda-feira em São Paulo. "A comercialização está bem menor ante os outros anos. Produtor não está vendendo porque não tem rentabilidade."

    Rosa lembrou que houve atrasos no plantio por causa da demora na regularização das chuvas no Brasil. "As chuvas não foram parelhas, isso causou um atraso", disse. Isso, conforme o presidente da Aprosoja Brasil, não deve prejudicar rendimentos. "A perspectiva é de uma safra boa. O plantio atrasou, mas produtores não arriscaram, plantaram com umidade." Contudo, a janela de plantio do milho pode ser afetada. "Tem regiões de Mato Grosso onde o plantio pode diminuir em 10% devido ao atraso na semeadura da soja. Já não teremos a mesma quantidade de milho no mercado."



    O presidente da Aprosoja Brasil destacou ainda que, em um cenário de despesas elevadas - ele citou o aumento no diesel que influencia frete e custo de operação de máquinas -, o setor produtivo espera deste e do próximo governo que reduzam o custo Brasil, com a reforma da Previdência e investimentos em logística para melhorar o escoamento da produção.

  • 15h39

    27/11/2017

    O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja do Brasil (Aprosoja Brasil), Marcos Rosa, disse que o futuro do Brasil passa "por um projeto de nação coletiva”. Durante palestra no Summit Agronegócio 2017, ele destacou que, na safra passada, os gastos para produzir grãos ficaram próximos da receita obtida na comercialização e o seguro agrícola ainda “não funciona”. No entanto, para o executivo, um ponto positivo é que o Brasil é considerado o melhor país para agregar preço à produção em questão de sustentabilidade.



    Na avaliação de Rosa, há espaço para crescer no comércio exterior e cabe às instituições o papel de ajudar o governo a apresentar o Brasil aos mercados internacionais, uma vez que “os adidos agrícolas não são suficientes”. 

  • 15h03

    27/11/2017

    Através da expansão na oferta de seguro de faturamento, nova modalidade do sistema de seguro do Banco do Brasil (BB) que garante proteção à renda estimada pelo produtor durante a safra, a instituição financeira espera que o nível de proteção da carteira de crédito rural do banco passe dos atuais 65% para 70% na safra de 2017/18. Nos bastidores do Summit Agronegócio Brasil 2017, o vice-presidente de Agronegócios do Banco do Brasil, Tarcísio Hübner, disse ao Broadcast Agro que a aposta é pioneira entre os bancos brasileiros e deve atender os cultivos de soja, milho e algodão.



    Atualmente, a carteira de crédito rural do BB é de R$ 180 bilhões. Segundo o executivo, deste total, cerca de 65% corresponde a recursos utilizados para custeio, que são protegidos através do seguro de produção ou do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). Na modalidade mais comum, o seguro de produção, o agricultor fica segurado apenas contra quebras de safras e havia uma demanda antiga da cadeia para que a rentabilidade fosse incluída nos produtos das seguradoras.



    "O seguro de faturamento é novo no mercado e o desenhamos justamente para preencher uma lacuna, que dificultava a continuidade dos investimentos do produtor na atividade. Agora, independentemente da produção e da situação de preço, ele garante uma renda pactuada com o produtor, ou seja, é um seguro que gera um prêmio sobre a rentabilidade estimada para a safra", explica Hübner.



    O vice-presidente do BB acrescenta que esta modalidade de seguro vai um pouco além do seguro de preço ou hedge. "No caso do seguro de preço, o produtor está protegido contra a baixa das cotações, mas se ele passar por um problema climático e não tiver produção, estará no prejuízo da mesma forma", ressalta. Considerando, então, que o seguro de faturamento é um produto mais completo, Hübner acredita que o Banco do Brasil conseguirá substituir gradativamente as adesões de seguro de produção para a modalidade de faturamento e também poderá expandir o nível de proteção da carteira.



    A decisão de ofertar este produto apenas para os cultivos de soja, milho e algodão, listados no mercado futuro, vem para mitigar os riscos das seguradoras. A partir de então, cada seguradora poderá aplicar a estratégia que considerar mais eficaz pra diluir o risco. Segundo o executivo, o apoio das seguradoras na divulgação desta nova modalidade de seguro é fundamental para que os objetivos do banco sejam atingidos. O BB ainda está investindo no treinamento de equipes de campo para auxiliar na expansão do negócio.



    Hübner afirma ainda que o seguro de faturamento vem sendo ofertado a alguns produtores nas duas últimas safras, com boa aceitação da cadeia. "Tivemos o caso de um produtor de milho na temporada de 2016/17 que fez o seguro com um referencial de preço altíssimo, teve safra cheia, na época da colheita os preços caíram muito e ele recebeu a indenização por não ter atingido a rentabilidade estimada. No entanto, o produtor armazenou parte dos grãos e agora, além de ter sido indenizado, consegue vender o grão a preços melhores", lembra o executivo. 

  • 15h03

    27/11/2017

    Para o presidente da Strider, Luiz Tângari, startups são atualmente a forma “mais eficaz de transformar mercados rapidamente”. “Produtores são ótimos experimentadores, mas para eles adotarem tecnologia precisam ver utilidade”, disse durante o painel Agrotech: Tecnologia e resultados, no Summit Agronegócio 2017, realizado nesta segunda-feira, em São Paulo. Para ele, esses “berçários” de empresas são capazes de pegar tecnologias sofisticadas e transformar em produtos que possam ter utilização prática. “Não adianta pintar mapa colorido se a pessoa não souber usar dados”, disse. A empresa de Tângari desenvolve inovações tecnológicas para o mercado agrícola.



    O executivo ressaltou, no entanto, que as startup não substituem órgãos de pesquisa. “Precisa da Embrapa desenvolvendo ciência. São coisas diferentes e não competem, cada um tem o seu papel”, disse. 

  • 15h02

    27/11/2017

    O presidente da Hughes Brasil, empresa de fornecimento de serviços de rede e tecnologia de comunicação via satélite, Rafael Guimarães, disse que ainda não existe tecnologia para levar conectividade a determinadas regiões do Brasil, mesmo que exista renda para isso.

     

    “Enxergamos conectividade como ferramenta para conectar produtor com indústria, sindicatos e associações”, disse durante o painel Agrotech: Tecnologia e resultados, no Summit Agronegócio 2017, realizado nesta segunda-feira, em São Paulo. Para ele, a conectividade aumenta qualidade de vida do produtor, com acesso a informação, comunicação e entretenimento.

  • 14h40

    27/11/2017

    O diretor de Tecnologia da Informação da Raízen, Fábio Mota, acredita que no ramo de commodities, as empresas sempre trabalham com margens baixas e, por isso, “não podem esbanjar dinheiro” e investir em inovações que não tenham resultados práticos, afirmou durante o painel Agrotech: Tecnologia e resultados, no Summit Agronegócio 2017, realizado nesta segunda-feira, em São Paulo.



    Tendo em vista este cenário, startups são um caminho mais seguro para se investir em inovações já com resultados comprovados, segundo Mota. “Inauguramos um espaço para hospedar startups com negócios que possam ajudar a empresa direta e indiretamente”, disse sobre projeto da Raízen. Ele afirmou que sua equipe passou por período longo de conversas para que acionistas do grupo concordassem que o trabalho feito com startups faz parte da estratégia de inovação de empresas. 

  • 14h20

    27/11/2017

    O chefe-geral da Embrapa Monitoramento por Satélite, Evaristo Eduardo de Miranda, de Campinas (SP), afirmou, há pouco, que o mundo vive um "dilúvio" de informações na agricultura e que o desafio, agora, é selecionar os dados mais relevantes e que podem de fato colaborar com avanços e ganhos de produtividade. “O grande desafio é captar dados importantes e produzir tecnologia com resultado”, disse ele durante a abertura do painel Agrotech: Tecnologia e resultados, no Summit Agronegócio 2017, realizado em São Paulo. “Precisamos da capacidade de analisar informação na área rural e oferecer soluções”, disse.



    Ele retomou a discussão sobre o fato de o Brasil ser um país com uma vasta área verde preservada, onde os agricultores e pecuaristas colaboram com esta sustentabilidade. “A agricultura brasileira tem essa particularidade, usa metade da área, a outra, preserva”, disse.



    Miranda citou novamente dado apresentado mais cedo pelo ministro da Agricultura em Exercício, Eumar Novacki, de que 66,3% das áreas do País são de cobertura verde. “Há uma quantidade enorme de áreas preservadas dentro da agricultura”, disse.



    Sobre o uso de tecnologia no setor, Miranda afirmou que sistemas autônomos estão chegando à agricultura e que a indústria de máquinas “ganha muito dinheiro com informação da internet das coisas”. 

  • 14h18

    27/11/2017

    As exportações brasileiras de carne bovina devem crescer 5% em volume em 2018, afirmou há pouco o analista sênior do Rabobank Adolfo Fontes, ao Broadcast Agro, nos bastidores do Summit Agronegócio 2017. A perspectiva do analista leva em conta que o embargo da Rússia às carnes brasileiras seja resolvido em 60 dias.

     

    Caso isso não aconteça, as projeções precisarão ser revisadas. Além disso, ele parte do princípio de que os embarques da carne bovina in natura aos Estados Unidos também sejam retomados ainda no início de 2018. “Essa é a chave para o Brasil buscar outros mercados como México, Canadá e Japão”, afirmou Fontes. Estes países que ainda não comercializam com o Brasil são responsáveis por 40% do mercado global de carne bovina.



    Com as mesmas condições, ele projeta que as exportações de carnes suína e de frango avancem cerca de 3% no próximo ano. “As compras da China devem voltar a crescer depois de ajustes sofridos em 2017”, disse. As compras da Coreia do Sul, por Santa Catarina, devem sustentar os embarques também. “Agora, caso a Rússia não retome as compras de carne suína brasileira até fevereiro, vamos ter muita pressão interna de preços”, disse. A Rússia consome 10% da produção brasileira.

  • 13h27

    27/11/2017

    O ex-ministro da Agricultura e coordenador do Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getulio Vargas (GV Agro), Roberto Rodrigues, ressaltou, em painel no Summit Agronegócios 2017, realizado na manhã desta segunda-feira em São Paulo, a necessidade de o setor comunicar melhor a sua relevância para a economia do País. “Temos incompetência brutal em comunicar a importância do agro”, disse Rodrigues. “Falta o setor urbano assumir a importância do segmento rural. Renda no campo não é questão para produtor, é para toda sociedade."



    De acordo com ele, seguro, crédito e preço de garantia são três peças conjuntas para a política agrícola, mas disse que o acesso ao seguro não avançou na mesma velocidade dos demais. “Seguro rural é tão importante ou mais do que crédito rural”, afirmou. 

  • 13h27

    27/11/2017

    O vice-presidente de Agronegócios do Banco do Brasil, Tarcísio Hübner, disse que, com o cenário de juros mais baixos, crédito não será problema no futuro. “O crédito estará mais disponível e mais competitivo com os juros baixos”, afirmou no Summit Agronegócio 2017, em São Paulo. Ele ressaltou que o financiamento externo também estará mais acessível aos produtores rurais brasileiros. “Temos a opção de funding externo e não falta recurso no mundo.”



    Hübner ponderou que o crédito terá um papel importante no estímulo ao plantio em um cenário menos remunerador. “As margens são apertadas e, se o produtor não garantir a renda, teremos problemas.” Segundo ele, um dos desafios é levar plataformas e soluções digitais para garantir uma melhor renda ao produtor.



    Com relação ao seguro agrícola, o executivo do BB disse que o banco substituiu a oferta de seguro de produção pelo seguro de faturamento, mas cobrou maior participação das seguradoras. “Para que avance, seguro de faturamento precisa ser mais oferecido pelas seguradoras”, assinalou. 

  • 13h27

    27/11/2017

    O superintendente do Ministério da Agricultura em São Paulo, Francisco Jardim, disse no Summit que a mudança de calendário da vacinação contra aftosa em bovinos no Estado de São Paulo é uma medida estratégica para a pecuária do Estado.



    São Paulo adotará em 2018 uma nova programação para vacinar o rebanho contra a doença. O objetivo é uniformizar o sistema com o calendário adotado pelos demais Estados da federação, a fim de retirar a vacinação em 2021. Todos os bovinos e búfalos de até 2 anos serão vacinados em novembro e os animais adultos, em maio, ao contrário do que era feito até hoje, em que os mais jovens começam a ser imunizados antes. Um dos problemas causados pelo atual calendário é o manejo de rebanho adulto durante o período reprodutivo. “A mudança é muito boa, principalmente, para quem faz o trabalho Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF)”, disse.



    Atualmente, a campanha de vacinação está em vigor em São Paulo e, até o fim deste mês, deverão ser vacinados todos os bovídeos (bovinos e bubalinos) do rebanho paulista de 11 milhões de cabeças. Os animais vacinados em maio, que na época tinham até 24 meses, também devem ser vacinados.

  • 13h26

    27/11/2017

    O deputado federal pelo PSD-PR e ex-ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse nesta segunda-feira que a dependência do Brasil na importação de adubo é uma preocupação para o setor agrícola e precisa ser solucionada. “Temos a terceira maior reserva de potássio do mundo”, disse o ex-ministro, durante painel no Summit Agronegócio 2017, realizado em São Paulo. “Há sustentabilidade para exploração das reservas de potássio.” 

  • 13h26

    27/11/2017

    Problemas relacionados a questões tributárias e gargalos logísticos fazem com que o País tenha um dos níveis mais elevados do mundo em despesas para produção rural. “O custo de produção no Brasil é 79% superior ao da Argentina e 39% acima das despesas no Uruguai”, afirma o embaixador e presidente executivo da Associação Brasileira Indústria Trigo (Abitrigo), Rubens Barbosa, durante o Summit Agronegócio Brasil 2017, em São Paulo.



    O executivo vê um acirramento na competitividade entre os produtores de commodities agrícolas no mundo, diante dos avanços de produtividade em todos os países. Além disso, Barbosa diz que estão ocorrendo alterações geopolíticas importantes desde a entrada mais forte da China no comércio exterior, com as quais os players do mercado precisam lidar. 

  • 12h02

    27/11/2017

    O Ministério da Agricultura vai lançar um plano logístico voltado para o agronegócio, disse o ministro da Agricultura em exercício, Eumar Novacki, há pouco, durante o Summit Agronegócio 2017. O lançamento deve ocorrer internamente, no ministério, na primeira quinzena de dezembro, para depois ser apresentado ao público. Segundo Novacki, o plano atende todos os modais com planejamentos de curto, médio e longo prazo. “Estamos mapeando onde o agronegócio pode se tornar mais eficiente”, disse.



    A ideia é mapear também em quais áreas o governo deve ter parcerias público privadas, concessões e investimentos próprios. Novacki disse que já há um cálculo sobre o montante a ser investido no projeto, mas não quis revelar neste momento. “É um plano voltado para o escoamento de safra em todas as áreas, cana, soja, milho, tudo onde conseguirmos reduzir o custo de produção”, disse.

  • 12h01

    27/11/2017

    O desembolso do crédito agrícola do Banco do Brasil cresceu 27% desde o início do ano safra 2017/18 em julho deste ano, disse o vice-presidente de Agronegócios do Banco do Brasil, Tarcísio Hübner, ao Broadcast Agro, nos bastidores do Summit Agronegócio 2017. Hübner não soube informar os valores, mas afirmou que o crescimento da contratação neste momento está acima disso ainda. “Tivemos uma supersafra que incentivou os investimentos”, comentou.



    Ele salientou que o banco vem melhorando o acesso ao crédito “indo a campo”, com técnicos e novas modalidades. “É um conjunto de fatores”, disse sobre o crescimento. Ele ressaltou que neste ano, algumas linhas estão se destacando, como o crédito voltado para armazenagem que estava estagnado e “voltou a crescer”. Para o próximo ano, ele acredita que a tendência seja de juros decrescentes, acompanhando a economia brasileira.

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