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Governo fixa meta de inflação de 2019 em 4,25%

Ministro da Fazenda e presidente do BC fizeram reunião extraordinária e anunciaram decisão antes da abertura dos negócios no mercado financeiro; meta de 2020 foi fixada em 4%

O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu na manhã desta quinta-feira, 29, fixar a meta de inflação para 2019 em 4,25%. A decisão veio conforme a expectativa do mercado. A mudança vem após 14 anos de meta fixada em 4,5% (Com Maria Regina Silva e Thaís Barcellos, de São Paulo, e Adriana Fernandes, Fabrício de Castro, Lorenna Rodrigues e Fernando Nakagawa, de Brasília).

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  • 10h02

    29/06/2017

    Confira a cobertura completa sobre a mudança na meta de inflação para 2019.

  • 10h01

    29/06/2017

    O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse ainda que inflação mais alta não significa crescimento mais alto. “Nos últimos anos experimentamos o oposto”, rebateu. “Sinalizar uma inflação mais baixa reduz mecanismos de indexação e permite o cumprimento de uma meta mais baixa e mais convergente no curto prazo”, concluiu.

  • 10h01

    29/06/2017

    O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, avaliou que a projeção de uma meta menor vai levar a taxas de juros longas menores no futuro, desde que essas metas sejam críveis. “Vemos as projeções para o futuro ancoradas nessas metas”, analisou. Goldfajn confirmou que a indexação da economia brasileira levou a essa estratégia convergência “gradual, consistente e serena” para metas menores de inflação. “A inflação em 12 meses caiu para 3,6% e às vezes essa indexação até ajuda a gente, nesse caso a inércia não é algo determinante”, acrescentou.

  • 10h01

    29/06/2017

    O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que a estratégia de reduzir gradualmente as metas de inflação tem a ver com as características da sistemática de formação de preços do Brasil. “Com a inflação ancorada em 4,25% em 2019, temos uma convergência natural da formação de preços para esses patamares”, disse Meirelles. “A indexação da economia é um dos fatores que justificam essa convergência gradual. Na nossa avaliação essa montagem é ótima e assegura o crescimento potencial e preserva o poder de compra da população”, completou.

  • 09h58

    29/06/2017

    O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, explicou que o sinal de alerta do Banco Central em relação à aprovação reformas em suas últimas comunicações - como a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e o Relatório Trimestral de Inflação (RTI) - se deu em função da definição da taxa de juros, e, não, em relação às expectativas de inflação.

  • 09h58

    29/06/2017

    A equipe econômica sinalizou que a aprovação ou não de reformas não será determinante para a inflação dos anos à frente, mas reiterou que o País terá que lidar com taxas de juros maiores para garantir essas metas, caso as reformas não passem no Congresso Nacional. 

  • 09h57

    29/06/2017

    O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, foi questionado sobre a crise política e a possibilidade de mudança de governo. Sobre sua permanência no cargo, ele foi enfático: “sim e sim”. “O BC é uma instituição que preza por autonomia e portanto se mantém olhando para o médio e longo prazo”, respondeu. “O presidente do BC está neste contexto no qual trabalhamos para a economia brasileira e para o País”, completou.

  • 09h50

    29/06/2017

    Em outro ponto da coletiva, Meirelles afirmou que o momento é de fixação da nova meta para 2019 e 2020. “O que é relevante para a política monetária e economia são as condições macroeconômicas. A inflação corrente é bastante favorável, está caindo”, disse. “A política econômica tem que se basear em condições objetivas, que é o que estamos fazendo”, acrescentou. Meirelles evitou falar, neste momento da coletiva, sobre a possível alta da Cide que incide sobre combustíveis. 

    Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

  • 09h50

    29/06/2017

    No entanto, o ministro afirmou que as reformas não devem ser colocadas no mesmo grupo de questões relacionadas à meta de inflação. “É importante mencionar que o fato de se precisar de juros reais maiores ou menores para financiar a dívida pública, não influencia necessariamente a trajetória de inflação, nem cria necessariamente inflação mais elevada no futuro”, disse Meirelles. Ele lembrou ainda que uma inflação mais elevada não assegura um crescimento maior.

  • 09h49

    29/06/2017

    Durante a coletiva, o ministro Henrique Meirelles destacou que as reformas econômicas são fundamentais para o País e que o equilíbrio no horizonte maior é algo que vai influenciar a definição dos juros estruturais de longo prazo. “É fundamental, é importante a Reforma da Previdência”, disse Meirelles.

  • 09h17

    29/06/2017

    Segundo ele, a partir de agora Brasil seguirá meta mais próxima de padrões internacionais, dando mais credibilidade à política monetária.

  • 09h17

    29/06/2017

    “Assim estamos buscando [a adoção de padrões internacionais] no controle inflacionário e nas demais ações de política econômica, fiscal e monetária. O objetivo é garantir para o Brasil a retomada do crescimento em nível sustentável a longo prazo e permitir que haja, em decorrência disso, a recuperação do emprego e da renda, e a melhoria da qualidade de vida da população”, disse o ministro.

  • 09h16

    29/06/2017

    O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse há pouco que a decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) em fixar metas menores de inflação para 2019 e 2020 foi tomada de maneira unânime e faz parte de conjunto de ações do governo para adotar no Brasil padrões e metodologias de nível internacional.

  • 09h09

    29/06/2017

    O Banco Central (BC) divulgou há poucos instantes o voto do Conselho Monetário Nacional (CMN), que decidiu fixar a meta de inflação de 2019 em 4,25% e a de 2020 em 4,00%. A íntegra do documento pode ser lida aqui.

  • 09h02

    29/06/2017

    O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirma que a decisão do CMN foi unânime.

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