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A CET não mudou

Os nós antigos estão mais apertados e os marronzinhos continuam não fazendo o que se espera deles... cada dia o caos está mais completo e aperfeiçoado.

Antonio

29 Março 2018 | 07h10

Quem presta atenção na Crônica da Cidade deve ter percebido que faz tempo que não falo da CET, pelo menos no mesmo tom com que fazia regularmente. É que no ano passado fui almoçar com o Presidente da companhia e ele, durante um almoço mais do que agradável, me explicou quais eram as dificuldades encontradas e quais as providências que ele pretendia implantar para melhorar o dramático quadro das ruas da cidade.

Acontece que já passou bastante tempo e o quadro continua tão dramático quanto antes. Ou, pior, mais dramático. São Paulo não anda, simplesmente não anda, tanto faz para que lado você queira ir.

Ruas que nunca tiveram problemas estão paradas, as alternativas para fugir do sufoco estão sufocadas, não tem para onde correr ou se esconder. Para, para mesmo, sem aviso, sem sinal de fumaça, sem razão, e não tem o que fazer.

Os antigos nós estão mais apertados, as esquinas traumáticas continuam traumáticas, os marronzinhos continuam não fazendo o que se espera deles e por aí vamos, com o caos, cada dia mais completo e aperfeiçoado, complicando a vida de todo mundo que precisa andar pela cidade.

Atualmente percorrer qualquer trecho leva pelo menos meia hora. Sair quinze minutos antes, tanto faz para onde, comporta enorme risco de atraso.  O relógio é inexorável. Os ponteiros giram incessantemente enquanto você continua parado vendo o tempo passar.

Tem roteiros que são óbvios, mas outros entraram na dança dos congestionamentos sem aviso, sem placa e sem semáforo. As ruas param porque a feliz soma da falta de ação da CET com a falta de respeito dos motoristas não permite outro resultado. Pelo jeito, nosso destino é continuar parado, purgando nossos pecados sem precisar descer ao inferno.