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A evolução das civilizações

A evolução do ser humano, independentemente de origem, clima ou continente, seguiu passos muito semelhantes. Mas continua sendo o ser humano, que, infelizmente, não é bom.

Antonio

05 Dezembro 2017 | 08h09

Diz a lenda que as civilizações mediterrâneas, europeias, asiáticas e americanas, milhares de anos atrás, não tiveram contato entre si.

A história ainda é um alçapão quase fechado, mas as recentes descobertas feitas pelas diferentes ciências humanas vêm derrubando uma série de dogmas que determinavam a evolução humana e aceitavam apenas os seus limites.

Pode ser que muita coisa esteja certa, pode ser que muita coisa venha a ser completamente modificada. Afinal, cada vez mais está comprovado que a chegada do ser humano nas Américas é muito anterior ao que se dizia e que existem povos muito mais antigos do que se pensava.

Também começam a surgir traços de uma rede de relações muito mais ampla e complexa do que se tinha como dogma até há pouco tempo.

Mas, aceitando o que se tem por certo, é incrível como as civilizações se desenvolvem de forma muito parecida. Da pré-história em diante, os passos rumo ao progresso se assemelham, tanto faz o povo, o continente, o clima ou as origens.

Primeiro vem o fogo, depois a mudança de status de caçador para agricultor. Surgem os primeiros aglomerados, depois as vilas, finalmente as cidades. E os países e os impérios.

Criam-se regras de convivência, religiosas e legais, determinando as formas da vida comunitária. Quem é quem, quem faz o quê, quem pode, quem não pode.

Em todas as civilizações estas regras são mais ou menos semelhantes, da mesma forma que são semelhantes as estruturas de poder.

Em outras palavras, o ser humano é o ser humano, tanto faz a origem de sua civilização. E o que se vê na história é que o ser humano é tudo que quiserem, menos naturalmente bom.