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O Natal já passou

Agora que o Natal já passou, é hora de pensar no novo ano à frente. Principalmente no campo político, não podemos votar mal, porque o futuro nosso e de nossos filhos está em nossas mãos!

Antonio

27 Dezembro 2017 | 11h18

2017 foi um ano complicado, difícil, enjoado. As coisas se arrastaram ou foram arrancadas a fórceps. Teve gente que se deu melhor, mas não foi a regra. A regra foi o empate já ser considerado muito bom.

O Brasil patinou, deu trombada, tem como presidente um homem que vai fazendo o que nenhum presidente antes dele teve coragem de fazer, mas que tem aprovação boa de menos de 5% da população.

Tanto faz se a inflação está na casa dos 2,5% ao ano, se o juro caiu para 7% ao ano, com chance de cair ainda mais. Tanto faz se a retomada do emprego vai se consolidando, com os números melhorando mês a mês. A percepção do povo é de que nada está sendo feito e isso é muito ruim porque se soma ao gravíssimo cenário político atual. As investigações vão desnudando uma apavorante rede de corrupção, que atinge a todos, da direita à esquerda e vice-versa, sem perdoar ninguém.

Pior ainda, elas apontam uma parceria indecente para todos roubarem mais.  O resultado é que os dois candidatos à frente das pesquisas para as eleições presidenciais do ano que vem são péssimas e ameaçam as importantes reformas já aprovadas e em curso.

Quem disser que sorriu de felicidade ao longo de 2017 é um privilegiado. Não teve muita família nesta situação. Ao contrário, o desemprego, a queda da atividade econômica e o caos decorrentes do governo petista bateram de frente com boa parte da população, que, no ditado que diz que se o pote bater na pedra ou a pedra bater no pote vai ser sempre pior para o pote, fez papel de pote.

Todos os setores econômicos sofreram com a situação lamentável do Brasil. Alguns apanharam mais, outros menos, mas praticamente ninguém passou ileso. O tsunami petista arrasou o que encontrou pela frente e o país tem pouco seguro para minimizar as perdas.

O gancho exprime a mais crua verdade: o Brasil tem pouco seguro e isso, em época de crise, agravada pelos eventos de origem climática que sacodem o país, deixa ainda mais feio um quadro que é terrível.

Mas toda moeda tem dois lados e o lado bom desta história começa exatamente aí. O Brasil tem pouco seguro, quer dizer, tem espaço para o setor crescer rapidamente porque a demanda por proteção virá rapidamente, com o final da crise.

Os sinais da retomada da economia podem ser vistos diariamente, nos índices dando conta do que acontece nas diferentes áreas da vida nacional.

O Natal já passou. O ano chega ao fim, provavelmente deixando pouca saudade para a maioria da população. Que venha o ano novo. Que 2018 chegue cheio de promessas, mas, mais do que elas, que traga a possibilidade de resgatar o sonho e ofereça as condições para se poder vivê-los.

O momento é de reflexão, de cautela, de recolocação das peças nos tabuleiros. É jogo para gente grande e vai começar logo, logo. Que os dias em volta do Natal sirvam de repouso para os guerreiros encarregados de fazer 2018 muito mais feliz.

Que cada um de nós pense, medite, faça as contas. É hora de se preparar para o momento que começa depois das festas de fim de ano.

Ano novo, vida nova. É hora de erguer a cabeça, tomar consciência que o Brasil ainda tem muito que andar para sair do atoleiro, mas que a jornada já começou. Os primeiros passos foram dados e as respostas foram as melhores possíveis.

O nosso grande risco é o que vamos fazer no campo político. No ano que vem não dá para votar mal. Não dá para fazer escolhas desastradas apenas porque é engraçado elegê-las.

O Brasil é coisa séria, a vida de cada um é coisa séria, o futuro de nossos filhos é coisa séria.

Quando você estiver no aconchego do seu lar, rodeado de quem você gosta, pense nisso: o futuro está nas nossas mãos. Não dá para deixá-lo escapar, como não dá para não contratar os seguros necessários para nossa tranquilidade.