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SOBRE A TRAGÉDIA DO PAISSANDU

O lado bom da tragédia é que expôs como funcionam os chamados "movimentos sociais" que lutam por moradias.

Antonio

15 Maio 2018 | 15h05

O desmoronamento impressionante de um prédio ícone da arquitetura da cidade nos anos 1960 mostra o que a irresponsabilidade, a bandalheira, o compadrio e a demagogia barata são capazes de fazer.

O Edifício Wilton Paes de Almeida foi erguido para ser a sede de um dos grandes grupos empresariais da época. Com o seu desaparecimento, o prédio passou para a União e foi sede da Polícia Federal durante muitos anos, sempre sem qualquer problema estrutural.

Os problemas apareceram depois que o prédio abandonado pela União acabou invadido por um dito movimento social que, ao que se percebe, é uma empresa de locação que cobrava aluguéis de pessoas que, sem opção, aceitavam ficar no cortiço pagando 400 reais por mês.

Indecente? Sem dúvida. Mas a realidade vai além e mostra pelo menos incompetência das autoridades no trato da questão. O edifício era da União e estava em processo de transferência para a Prefeitura. Todos sabiam de seu estado precário e ninguém fez nada, como é regra no Brasil.

O lado bom da tragédia é que expôs como funcionam os tais movimentos sociais que dizem que lutam pela moradia dos menos favorecidos, os abandonados pelas autoridades e pela sociedade.

Eles querem que os desinfelizes que estão nestes imóveis (existem dezenas de outros nas mesmas condições) se lixem. Enquanto eles ficarem nos prédios invadidos e pagarem sua taxazinha, não querem arrumar nada para ninguém, muito menos que o Governo construa casas populares.

Não se falou, mas se não me engano é prática nestas situações, além do aluguel indecente pago pelos moradores, essa turma meter a mão na grana que o Governo paga a título de auxílio para os invasores. O que pode ser melhor que isso? Para que investir, correr risco? Bom mesmo é invadir!