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Vai que vai

Enquanto o mundo das plantas é regido por leis naturais, com disciplina e respeito, o mundo dos homens é bem mais complicado...

Antonio

05 Abril 2018 | 07h18

Não tem nada mais frustrante do que a comparação entre o mundo das plantas e o mundo dos seres humanos. Enquanto a vida vegetal segue uma ordem natural, calma, disciplinada, baseada em fatos e leis que são respeitados por todos, os seres humanos, no Brasil, vão aos trambolhões, puxados pelos desmandos do Supremo Tribunal Federal, que perdeu as estribeiras e galopa em cavalo redomão sem muita noção de onde e como irá parar.

Nunca na história deste país se assistiu alguma coisa parecida. Tem quem compare com os dias que antecederam a Revolução Francesa, mas isso é exagero de quem não conhece história ou não sabe avaliar a realidade e a dinâmica dos fatos.

O que é triste é ver o país despencar ladeira abaixo quase que no ritmo de determinadas fases do São Paulo Futebol Clube.

Não tem critério, padrão, vergonha na cara, empenho, vontade de fazer força. As coisas se resumem a exigir o ganho mensal de cada dia, como se fosse obrigação do Brasil pagar a turma para não fazer nada ou, o que é pior, fazer mal feito.

As quaresmeiras entram de sola no momento de entrar de sola, as espatódias se vestem para a festa do fim do verão, as paineiras chegam com o outono, todas cumprem seu papel sem discutir e com vontade de acertar porque é isso o que se espera delas.

No mundo dos humanos é mais complicado. O exemplo torto vem de cima e, como não poderia deixar de ser, contamina a base e aí o desastre marca a educação da pior qualidade, a saúde que padece de dinheiro, quando menos de 10% do roubado da Petrobrás seria suficiente para arrumar a situação dos hospitais filantrópicos.

Como o Brasil poderia ser feliz se houvesse apenas boa vontade!