Contribuir para Cidades inteligentes beneficia marcas e governos

Contribuir para Cidades inteligentes beneficia marcas e governos

Wal Flor

28 Julho 2017 | 18h45

Esta semana, em mais uma visita ao exterior para captar mais investimentos para a cidade de São Paulo, o prefeito João Dória e seu time visitaram algumas cidades chinesas, entre elas Yinchuan, de 2 milhões de habitantes, considerada a cidade mais inteligente do mundo.

Com serviços públicos automatizados, a produtividade se torna mais eficiente e o prazo para abertura de empresa em Yinchuan é de pouco mais de quatro horas. O uso do “bilhete único” é reconhecido por leitura facial. Esses são alguns exemplos de como as tecnologias podem aumentar produtividade e promover um impacto positivo na sociedade.

Créditos: divulgação

É disso que se trata o conceito de Smart City, melhorar a vida das pessoas nos grandes centros urbanos usando tecnologia para otimizar os recursos e ser mais eficiente. Segundo a consultoria Markets & Markets, estima-se que mais de 750 bilhões de dólares vão movimentar o tema até 2020. Em 2015 já eram 312 bilhões. Neste contexto criar e fomentar soluções criativas e inovadoras para os desafios da cidades é uma excelente oportunidade para empreendedores, investidores, empresas, governo, estudantes e cidadãos.

Acredito muito no potencial de São Paulo, na nossa capacidade de transformação mais ativa, com envolvimento de todos. Exercendo e fazendo a verdadeira política. É uma operação ganha-ganha. E como toda causa, é necessário sonho, pessoas engajadas, persistência e profundidade para conseguir mudanças de ponteiro.

O lado bom da densidade de São Paulo é que isto nos permite um modelo de negócio com escala. Criar para milhões e bilhões é a estratégia de companhias como o Google. Democratizar o acesso a internet em regiões vulneráveis pode melhorar os índices de saúde, educação e renda para as populações. E de quebra também aumentar os lucros do Google. Claro que não é fácil encontrar as soluções, mas se entendermos melhor os problemas, sem partidarismo, vamos ser mais assertivos. É nisso que se baseia o Wi-Fi Livre da cidade de São Paulo.

Tenho visto marcas interessadas em ajudar os grandes centros urbanos, como Microsoft, Unilever, IBM, Nike, Trident, entre outras. Todas têm interesses comerciais, mas também estão dispostas a fazer o bem para a cidade. A crise política e econômica não está animadora, mas temos que acreditar e fazer acontecer. É a nossa cidade, é o nosso país.

Bora parar de criticar e fazer acontecer, juntos?