O Brasil pode inspirar o futuro. Precisamos acreditar e fazer direito.

O Brasil pode inspirar o futuro. Precisamos acreditar e fazer direito.

Wal Flor

13 Novembro 2017 | 18h45

Segundo os economistas, finalmente estamos saindo da mais profunda crise econômica que o Brasil viveu nos últimos 100 anos. Alguns setores da economia já começam a se recuperar e os números tendem a melhorar nos próximos 3 anos. Em 2020, se não houver nenhuma trapalhada interna ou uma crise externa, voltaremos a crescer em proporções semelhantes a 2014. Sim, estamos e ainda vamos perder muitas oportunidades de avançar em vários indicadores como renda, educação, saúde, cultura, entre tantos outros, por conta dos desarranjos políticos e econômicos. Mesmo com ganhos democráticos, o período de recessão ainda será sentido por muitos anos.

E agora? Agora é focar na solução e correr atrás do prejuízo.

Temos que nos indignar com a desigualdade social que assola este país, que provoca seríssimas distorções no nosso desenvolvimento econômico e nos impede de ser uma nação mais justa e competitiva no mercado internacional.

Está na hora de colocar energia nos projetos que vão fazer nosso país crescer novamente. E todos nós, indivíduo, sociedade, governo, executivo, ativista, seja qual for seu papel neste país, temos que voltar a acreditar no Brasil. E para começar, precisamos fazer direito, com ética, com respeito e olhar para as oportunidades do futuro, dessa nova era que vem por aí.


Não faltam exemplos para nos inspirar e mostrar ao mundo que por aqui também tem muita inovação. Foi isto que trouxe Hugh Forrest, o principal nome do SXSW, um dos mais importantes festivais de inovação do mundo, ao Brasil. Forrest esteve com os principais nomes da indústria criativa brasileira e participou do lançamento de uma plataforma que visa reforçar a presença do País no palco do SXSW.

O movimento, chamado Brazil Inspires The Future, é uma parceria das agências Lynx e Storymakers com a organização do festival. O objetivo é ampliar a presença do Brasil e discutir com o mundo como as iniciativas brasileiras estão lidando com os principais desafios globais. A Embraer, por exemplo, vai discutir com especialistas globais quando os veículos aéreos autônomos vão ocupar os espaços nos principais centros urbanos do planeta. Já a  Natura, vai mostrar ao mundo como é construir uma marca com impacto positivo em larga escala e debater o futuro da sustentabilidade na indústria de beleza. Essa e outras iniciativas são fundamentais, não apenas por inserirem o Brasil no centro das discussões globais, mas também por estimularem a troca entre diferentes realidades.

O nosso futuro (acredito que ainda vou viver mais uns 50 anos) e o futuro desta geração que esta aí, ou está por chegar, dependem muito das nossas realizações hoje. Se você acredita, bora participar de uma causa!