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A economia depois do desembarque do PMDB

Celso Ming

29 março 2016 | 16:25

É preciso ver o que será da política econômica brasileira depois do rompimento do PMDB com o governo

Consumado o desembarque do PMDB e a ruptura com o governo, é preciso ver o que vai ser da política econômica. Não há como garantir nenhum cenário. A presidente Dilma diz que vai resistir, não renuncia nem que a vaca tussa. Mas não basta amarrar-se à alguma coluna do Palácio do Planalto para garantir a governança que não teve nem quando contou com ampla base de apoio.

Reunião da Executiva Nacional do PMDB em que o partido decidiu deixar o governo 

Reunião da Executiva Nacional do PMDB em que o partido decidiu deixar o governo 

Mas, digamos, que acabe por reverter o processo de impeachment. Nesse caso, teria de mudar muito e, até mesmo, livrar-se do PT que rejeita sua política econômica e, no seu lugar, quer emplacar a volta à Nova Matriz Macroeconômica, o receituário que já deu errado.

O cenário mais provável é mesmo a mudança de governo. O desfecho é que é imprevisível. Pode ser por cassação, impeachment ou até mesmo por renúncia. A mudança de governo deve ser condição necessária, mas não será suficiente para a saída da crise, porque todos os problemas estarão sobre a mesa, à espera de equacionamento, a começar pela encalacrada fiscal, hoje sem solução.

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