Lubrificante a conta-gotas

Celso Ming

30 Novembro 2016 | 21h10

Quem sacode a cabeça diante das péssimas condições das contas públicas e se volta com olhar de mendigo para o Banco Central imagina que o poder de virada está concentrado agora na política monetária (política de juros). Essa gente espera que, diante da pasmaceira, o Banco Central se adiante a derrubar os juros. Nesta quarta-feira, o Copom manteve o corte dos juros básicos (Selic) de 0,25 ponto porcentual, para 13,75% ao ano, mas deu a entender no comunicado que poderá ser mais incisivo a partir de janeiro. Juros mais baixos ajudariam, sim, a gotejar lubrificante nas engrenagens emperradas do PIB, desde que não comprometam a meta de inflação. Mas convém não esperar demais.