Campanha infeliz do Conar

Peças publicitárias criadas pela Almap BBDO desmereceram movimentos por mais respeito à diversidade social

Economia & Negócios

28 Agosto 2017 | 16h44

Fez bem o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária em abrir representação ética contra a sua própria campanha institucional veiculada em rádio, TV e mídia impressa. A peça publicitária será julgada pelo Conselho de Ética.

Afinal, a abordagem foi infeliz ao tratar como “gosto pessoal”, questões de discriminação ou de desrespeito a direitos que geram pedidos de intervenções do Conar em anúncios veiculados na mídia.

É falta de sensibilidade não reconhecer a importância de o consumidor agir contra anúncios ao se ver retratado  de forma desrespeitosa  ou abusiva.

No ar há três semanas, a campanha gerou reclamações ao Conselho porque se entendeu que as peças publicitárias criadas pela Almap BBDO desmereceram movimentos por mais respeito à diversidade social.

O objetivo, não atingido, era mostrar que há um órgão com autoridade para regulamentar os conteúdos da publicidade no País, de forma a diferenciar o que é gosto pessoal do que é antiético e ofensivo. Foi mais um tiro no pé.

 

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