Difícil saber qual é o preço válido

Estratégias de venda e marketing dos estabelecimentos podem dificultar que o consumidor entenda qual é o preço real dos produtos

Economia & Negócios

10 Julho 2017 | 12h38

Não está fácil para o consumidor se informar sobre o preço que realmente vai pagar pelo produto. Nos supermercados, por exemplo, se for pagar com o cartão próprio do estabelecimento pode ter preço menor que os demais clientes.

O problema  é que nas ofertas aparece com destaque esse preço com desconto que só vale para quem tem o cartão de fidelidade. Isso vai contra a determinação do Código de Defesa do Consumidor que obriga a informar o preço de forma clara e precisa.

Nada contra a estratégia de marketing para fidelizar os consumidores, desde que o preço real esteja em destaque, e não apenas os com descontos válidos apenas para alguns. Até porque nem sempre vale a pena adquirir o cartão da loja.

E agora aumentou a dificuldade para saber quanto pagar, com a autorização para diferenciar os preços conforme os meios de pagamentos, como cartão de crédito, débito, cheque ou dinheiro em espécie, por exemplo.

O consumidor deve reclamar se não estiver sendo cumprida  a lei sancionada no final de junho obrigando o comerciante a informar em local e formato visíveis os descontos oferecidos em função do prazo ou do meio de pagamento utilizado.

Se não estiver sendo oferecido preço menor para pagar em dinheiro reclame numa entidade de defesa do consumidor, afinal, esse “desconto ” foi o argumento dos lojistas para implantar a diferenciação de preços. Os locais que desrespeitarem a lei poderão ser multados pelos Procons.