Fim do parcelamento sem custo no cartão: prejuízo ao consumidor

Vai ficar no passado a facilidade que hoje temos de parcelar a compra da passagem aérea e outros serviços, por exemplo, que se pagos em uma única vez não têm preços menores

Economia & Negócios

19 Fevereiro 2018 | 14h34

A discussão sobre o fim do parcelamento sem juros no pagamento com cartão de crédito é um embate entre lojistas e administradoras de cartão de crédito cuja conta vai sobrar para o consumidor.

A proposta em estudo pelo Banco Central quer acabar com a modalidade que representa mais da metade das transações com cartão de crédito.

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Sem dúvida haverá impacto no consumo, dificultando a habitual compra de valores maiores com o cartão, justamente pela facilidade em parcelar.

Vai ficar no passado a facilidade que hoje temos de parcelar a compra da passagem aérea e outros serviços, por exemplo, que se pagos em uma única vez não têm preços menores.

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Hoje a opção de parcelar sem alteração do preço ofertado pelo produto ou serviço, e o prazo para pagamento, são definidos pelo lojista que recebe a primeira parcela após 30 dias, e o consumidor vai pagando as parcelas no cartão. O setor quer antecipar esse prazo para até 5 dias.

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As administradoras de cartão levaram o pedido ao Banco Central pois querem parcelar com juros, conforme o perfil do consumidor, num sistema de crediário aliado ao cadastro positivo.

Querem dividir o custo da inadimplência com os bancos e lojistas. E alegam que é preciso padronizar com o sistema internacional de cartões, em que não há tal modalidade de parcelamento sem juros.
O consumidor paga uma anuidade para o uso do cartão e não pode ficar sem uma das poucas vantagens deste este sistema de pagamento.

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