Fique de olho na assistência técnica

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Orçamento apertado fez o consumidor rever hábito de comprar eletrodomésticos novos; muitos têm optado por arrumá-los

Economia & Negócios

21 Setembro 2015 | 17h22

Foto: Estadão

Foto: Estadão

Com o orçamento apertado o consumidor que até o ano passado preferia comprar um eletrodoméstico novo a gastar com o conserto do equipamento com defeito agora teve que rever esta prática. Mas é preciso cautela para não ser vítima de fraude e da incompetência do prestador de serviços, ou pagar um valor que não compensa.

Pesquisa feita pela Proteste há um ano, apontava que quem procurou por uma assistência técnica antes de comprar outro produto não optou pelo conserto (88%), pois o preço cobrado pelo serviço era elevado. O levantamento mostrou que a maior parte dos consumidores brasileiros (58%) no ano passado trocava os produtos após apresentar defeitos ao invés de procurar por uma assistência técnica por considerar não compensar a relação custo benefício de um conserto.

Agora tem aumentado o movimento nas assistências técnicas. Mas é importante fazer orçamento e pesquisar em várias locais para ver se vale a pena esse investimento. Até porque o consumidor não tem como avaliar se o serviço será prestado de forma adequada, e se o preço cobrado não será extorsivo em comparação com o custo de um equipamento novo. É bom pegar referência com quem já usou o serviço, por exemplo.


O ideal é que houvesse a efetiva fiscalização e certificação das oficinas de assistência técnica, para que o consumidor tivesse seus direitos garantidos ao contratar tais serviços, e um mecanismo de auto-regulação pelas especializadas, para afastar os incompetentes do mercado.

Com as falhas das empresas que não investem no pós-venda, é comum o consumidor precisa arcar com os custos de envio do aparelho para conserto, mesmo que esteja no prazo de garantia, por não contar com assistência técnica próxima.

Em teste feito com dez assistências técnicas da cidade de São Paulo, a Proteste Associação de Consumidores encontrou problemas graves, como quatro estabelecimentos que declararam ter realizado serviços não executados, a substituição por peças não certificadas e a não entrega de nota fiscal. O estudo feito no ano passado reflete o que muitos consumidores têm de enfrentar quando um aparelho necessita de conserto.