Muita cautela com o crédito consignado

Há muitas falhas e falta de clareza nas informações ao consumidor, que acaba assinando o contrato sem saber ao certo o impacto em suas contas

Economia & Negócios

12 Junho 2017 | 10h07

O empréstimo consignado, mais barato do que o crédito pessoal, tem sido cada vez mais usado por aposentados, pensionistas e funcionários públicos, mas é preciso cuidado para não descontrolar as finanças. Só deve ser contratado em situações emergenciais. Como todo empréstimo, o consignado também exige cautela e moderação. O melhor mesmo é tentar equilibrar o orçamento doméstico e não gastar acima das suas posses.

Há muitas falhas e falta de clareza nas informações ao consumidor, que acaba assinando o contrato sem saber ao certo o impacto em suas contas. Não há preocupação da instituição financeira envolvida em negociar ou reduzir taxa de juros nesses casos, pela inexistência de inadimplência, pois as parcelas são descontadas diretamente do salário ou pensão do tomador do empréstimo.

As instituições financeiras que concedem crédito consignado são obrigadas a informar previamente ao consumidor o valor total a ser pago, as taxas mensal e anual de juros, assim como todos os acréscimos porventura cobrados. Fique atento à quantidade e periodicidade de prestações.

São aceitos apenas contratos feitos pessoalmente nos bancos ou por meio de cartão magnético e senha eletrônica. As instituições devem manter a documentação comprobatória dos empréstimos por cinco anos.


O INSS nunca entra em contato com o segurado por telefone para solicitar informações pessoais nem repassa esses dados às instituições financeiras.

Além disso, não é permitido descontar parcelas de empréstimos sobre o 13º salário de aposentados e de pensionistas do INSS.

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