Privacidade zero com cadastro positivo obrigatório

Economia & Negócios

05 Fevereiro 2018 | 17h16

A nossa privacidade se esvai a cada dia, com ameaças que só se intensificam, como a do cadastro positivo.

Pelo projeto em andamento no Congresso passaria a ser automática a inserção nesse banco de dados composto pelos considerados bons pagadores.

Teríamos que pedir para não fazer parte deste Banco de dados, veja que absurdo.

Trata-se de flagrante atentado, no mínimo, ao Código de Defesa do Consumidor. E não se sustenta o argumento de que é o preço que se paga para futuramente reduzir os juros dos financiamentos e a inadimplência.

Não passa de uma lista de exclusão, que se soma aos instrumentos  que jogam desempregados e desvalidos de todo o tipo, para a rua da amargura do crédito.

Temos o direito de contar com mecanismos de proteção a nossos dados, e que também deixem a nosso critério a inclusão em tais cadastros, como é hoje.

Sabemos que informações completas sobre nossa renda, nossos investimentos, nossos perfis de compras  já estão ao alcance de bancos, empresas de cartão de crédito, Serasa, Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos do Banco Central e órgãos governamentais. Seria desnecessária tal iniciativa.

Com a inserção obrigatória ao cadastro positivo seremos ainda mais alvos de ofertas indesejadas de produtos e serviços que não queremos adquirir.