Sigilo bancário em risco

Permitir a aberração de não considerar quebra do sigilo o compartilhamento de informações do cadastro, sem autorização, será mais um passo para o retrocesso nos direitos do consumidor

Economia & Negócios

31 Julho 2017 | 13h48

Quando foi implantado o cadastro positivo, com informações sobre o consumidor que costuma pagar em dia seus débitos, o grande argumento em sua defesa era a possibilidade de redução dos juros para os bons pagadores.

Cinco anos depois, não foi o que se viu. A desculpa agora é que como a adesão depende de autorização do consumidor, não passou de 5 milhões de cadastrados.

Agora, além da adesão obrigatória ao cadastro está em discussão abrir o sigilo bancário. Entidades de defesa do consumidor estão se posicionando contra a proposta que integra o Projeto de Lei Complementar 122, deste ano, em tramitação no Senado, além do que vem sendo debatido pelo próprio Banco Central.

Permitir a aberração de não considerar quebra do sigilo o compartilhamento de informações do cadastro, sem autorização, será mais um passo para o retrocesso nos direitos do consumidor.

E sem garantia de ampliação da concessão de crédito com juros menos escorchantes por redução dos riscos de calote.