Administração da Oi e Tanure caçam bondholders para aprovar plano

Administração da Oi e Tanure caçam bondholders para aprovar plano

Coluna do Broadcast

16 Agosto 2017 | 05h00

A administração da Oi e Nelson Tanure somam forças para, até o final deste mês, ter a garantia de participação de outros detentores de bônus da tele, que já foram apelidados de “credores colaboradores”, no aumento de capital em estruturação para a companhia. A estratégia final é reunir quórum suficiente na classe de credores quirografários, onde o plano enfrenta maior resistência, principalmente vinda dos bondholders representados por Moelis e G5. Os negociadores – com forte liderança de Tanure – se reuniram na semana passada com tais credores em Nova York e Londres. Com isso, já teriam chegado perto de uma posição de 20% dos bônus da empresa que estão em circulação. A meta é chegar aos 50%. A primeira assembleia de credores está prevista para outubro. Além de Moelis e G5, a Anatel é outro grande “problema”. A retirada da dívida do regulador da recuperação judicial desequilibra o plano já esboçado e a atratividade da companhia para potenciais investidores.

Prazo curto. Mas tudo tem de acontecer em até um mês e meio para que o processo de negociação formal ao menos comece. O pano de fundo de toda a movimentação é simples. Não só a Anatel, mas também todos os envolvidos na companhia estão bastante preocupados com uma natural deterioração da empresa e, por consequência, perda de valor do ativo. Oi e Societé Mondiale, fundo pelo qual Tanure investe na tele, não comentaram.

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