Alvo operação da PF, ATS tem pedra no sapato para levantar “nova bolsa”

Alvo operação da PF, ATS tem pedra no sapato para levantar “nova bolsa”

Coluna do Broadcast

04 Fevereiro 2018 | 09h39

Ao se tornar alvo da operação Pausare da Polícia Federal (PF), que investiga desvios no Postalis (fundo de pensão dos funcionários dos Correios), a ATG, dona da ATS, tende a encontrar dificuldades adicionais para levar em frente o projeto da “nova bolsa” no Brasil. Isso porque, ontem, os sócios da ATG/ATS foram alvo de busca e apreensão no âmbito da operação: Arthur Pinheiro Machado, Martin Cohen e Francisco Gurgel do Amaral Valente, ex-sócios da Ágora Corretora, vendida ao Bradesco em 2008. A ação da PF tem por base as representações do regulador dos fundos de pensão, a Previc, junto ao Ministério Público Federal (MPF), que decretou intervenção do Postalis em outubro do ano passado.

Vida que anda?
Em paralelo, a ATS tem em curso no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) um inquérito administrativo no qual acusa a B3, fruto da fusão da BM&FBovespa com a Cetip, de inviabilizar o projeto da nova bolsa. Além disso, há um procedimento de arbitragem ativo, por conta de determinação do Cade, no âmbito da aprovação da fusão. Após esse processo, ficou determinado que seja definido preço e condições para o acesso de um novo player à infraestrutura da B3.

Com a palavra
Procurada, a ATG diz “que cumpre todas as obrigações derivadas dos investimentos realizados pelo Postalis” e afirma que está “à disposição das autoridades para prestar todo e qualquer esclarecimento sobre suas atividades”. Destaca, por fim, seu “comprometimento com o desenvolvimento do mercado de capitais brasileiro”. Procurado, o Cade informou que não comenta processos em andamento, ainda pendentes de análise.

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