Após Leviatã, mandato do presidente da Brasilcap não deve ser renovado

Coluna do Broadcast

17 Fevereiro 2017 | 05h00

O presidente da Brasilcap, Márcio Lobão, está perto de concluir seu mandato à frente da empresa de títulos de capitalização do Banco do Brasil e já há quem diga que ele não deve ser reconduzido ao cargo após a Operação Leviatã, deflagrada ontem (16) pela Polícia Federal. No posto desde 2007, o executivo, filho do senador Edison Lobão (PMDB), não estaria apto, na visão destas pessoas, a continuar, após ser alvo de investigação sobre o pagamento de propina pela obra de Belo Monte. Pesa, sobretudo, o fato de sua controladora, a BB Seguridade, ser listada no Novo Mercado, segmento reservado para companhias com elevados padrões de governança corporativa.

Saída antecipada?
Uma assembleia para votar sobre o comando da Brasilcap está prevista para março. O mandato é de dois anos. Depois de ter sobrevivido às mudanças que o BB anunciou na alta cúpula, Lobão, que encerra seu mandato ao final do mês que vem, pode até ter sua saída antecipada, ainda que seu pai seja bastante próximo ao presidente Michel Temer. O desfecho ainda não está acertado. Sobre a operação da PF, o BB afirma que a Brasilcap está à disposição das autoridades e não coaduna com práticas ilícitas.

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