Após maquininhas, PagSeguro quer ter banco

Após maquininhas, PagSeguro quer ter banco

Economia & Negócios

18 Maio 2018 | 04h00

A PagSeguro, empresa de meios de pagamentos do UOL, está estruturando, em silêncio, o seu próprio banco. Já registrou, inclusive, o nome de batismo junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI): PagBank. Por ora, a PagSeguro oferece apenas uma conta de pagamento, mas o objetivo é evoluir sua estrutura para um banco digital. Assim, poderá não só fazer a antecipação de recebíveis dos clientes que têm suas maquininhas, mas também ofertar outros produtos e serviços, como o chamado “crédito fumaça”, que considera o histórico de receitas dos lojistas para a concessão do financiamento. Para se tornar um banco, a PagSeguro pode tanto entrar com pedido de registro junto ao Banco Central ou comprar a licença de uma instituição financeira já existente.

Nada em vão. No mercado de cartões, a estratégia da PagSeguro de ter seu próprio banco foi recebida com naturalidade. É similar aos passos da norte-americana Square, que financia pequenos lojistas nos Estados Unidos. Como a oferta de crédito no Brasil tem spreads elevados, principalmente para micro e pequenos empreendedores, a PagSeguro vê uma oportunidade de ter uma nova fonte de receitas e capturar esses clientes, até mesmo porque uma boa parcela não é bancarizada. A própria ida de Romulo de Mello Dias, que deixou o Bradesco para assumir como CEO do Grupo UOL e ainda comandou a Cielo por oito anos, não foi em vão.

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