Caixa pode ter de recorrer ao Tesouro para reforço bilionário

Caixa pode ter de recorrer ao Tesouro para reforço bilionário

Coluna do Broadcast

22 Outubro 2017 | 05h00

Sem recursos, a Caixa Econômica Federal pode ter de recorrer a instrumentos híbridos de capital e dívida (IHCD) junto ao Tesouro Nacional para fazer frente às novas regras de Basileia III. No passado, a própria Caixa e também o Banco do Brasil já acessaram esse tipo de captação. Resta saber se, agora, o Tesouro terá apetite para uma operação bilionária como essa. Embora não impacte do lado fiscal, a operação aumenta a dívida pública e vai na contramão do que tem pregado o governo, de que não haverá aporte nos bancos públicos como ocorreu na gestão anterior. O martelo, contudo, ainda não estaria batido. Bom lembrar que a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, também integra o Conselho de Administração da Caixa.

Não tem tu. Outra operação que é aventada é uma emissão de bônus perpétuos nível 1 no exterior, para recompor o capital principal da Caixa. O sucesso dessa operação é duvidosa, já que pela regras de Basileia III, esses bônus podem ser transformados em capital, ou seja, virar pó na mão dos investidores. Mas tudo tem um preço e há quem diga que com um retorno de 12% a 13% haveria quem corresse tal risco. Ainda que em grande volume, tal emissão não resolveria o problema de capital do banco por completo. Procurada, a Caixa não comentou.

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