Cancelamento de assembleia da CSN entra na mira de minoritários

Cancelamento de assembleia da CSN entra na mira de minoritários

Economia & Negócios

03 Maio 2018 | 09h12

A assembleia dos acionistas da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que foi remarcada para o fim de junho, promete ser tumultuada, mesmo deixando de lado as questões familiares que têm agitado os negócios dos Steinbruch. Dessa vez, acionistas minoritários da siderúrgica a acusam de realizar uma “manobra” para evitar a eleição de indicados pelo grupo para o conselho fiscal. A alegação é de que a CSN cancelou um dia antes a assembleia, que ocorreria no dia 27 de abril, porque percebeu que os acionistas conseguiriam votos para instalar o conselho fiscal, como já deixava claro o boletim de voto a distância.

Cronologia. No mesmo dia em que o mapa consolidado do voto a distância foi divulgado, a CSN cancelou a Assembleia Geral Ordinária (AGO), alegando que a Caixa Beneficente dos Empregados da Companhia Siderúrgica Nacional não teve seus candidatos ao conselho fiscal incluídos no boletim. Esse grupo acredita que a CSN apenas buscou ganhar tempo para ter um nome concorrente ao indicado pelos minoritários ao conselho fiscal. No ano passado, os minoritários não conseguiram votos suficientes para a instalação do colegiado. Usualmente, o Conselho Fiscal é formado por no mínimo três membros, sendo que o controlador escolheria dois deles.

Reclamação. Uma reclamação dos minoritários sobre o caso está pronta para ser enviada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A diretoria de relações com investidores da siderúrgica já tinha sido alvo de uma reclamação por conta da assembleia de 2017. Os minoritários alegaram, na ocasião, que seus candidatos ao conselho de administração e fiscal não foram inclusos no boletim de voto a distância. Procurada, a CSN não comentou.

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