Caso Kroton é visto como mais um sinal de “isolamento” de relatora no CADE

Coluna do Broadcast

22 Junho 2017 | 05h00

A probabilidade de rejeição da fusão entre Kroton e Estácio no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) é vista como um sinal do isolamento da relatora Cristiane Alkmin no órgão. As empresas fecharam um acordo com a relatora, mas enfrentam resistência de outros conselheiros. Quem acompanha o Cade de perto nota que acordos com Cristiane tendem a ser mais dificilmente “comprados” por seus colegas.

Dura na queda. No último grande julgamento em que foi relatora, da BM&FBovespa e Cetip, Cristiane havia adotado posição mais firme do que seus pares. Mas a fama de “linha dura” vem de antes, quando apontou o alto nível de concentração do setor bancário brasileiro durante a análise da união de Bradesco e HSBC. Na época, antecipou a necessidade de ser considerada “complexa” desde o início a venda do varejo do Citi no Brasil ao Itaú Unibanco. Procurada, Cristiane não comentou. (com Dayanne Sousa)

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