CNP e compliance devem atrasar venda do balcão de seguros da Caixa

CNP e compliance devem atrasar venda do balcão de seguros da Caixa

Coluna do Broadcast

11 Janeiro 2018 | 05h00

A venda do balcão de seguros da Caixa Econômica Federal deve demorar mais para ser concluída. A expectativa do banco público era terminar o negócio até o começo deste ano, para que o contrato com as novas sócias vigorasse a partir deste mês até dezembro de 2040. Até agora, porém, ainda não foi possível chegar nem perto disso. O próprio presidente da Caixa, Gilberto Occhi, admite que a data mais correta para a conclusão da operação é o primeiro semestre deste ano. Para dar prosseguimento às negociações é preciso, primeiramente, assinar o contrato com a francesa CNP Assurances para uma nova joint venture nas áreas de seguro de vida, prestamista (que garante o pagamento de prestações em financiamentos) e previdência. Estes segmentos não fazem parte da negociação envolvendo o balcão de seguros.

Em andamento. Após postergação anunciada no final do ano passado, uma nova rodada de negociações entre a Caixa Seguridade, holding que concentrará os negócios de seguros do banco, e a CNP estava prevista para essa semana. A expectativa, até aqui, era de que o novo contrato entre banco e francesa fosse assinado na próxima segunda-feira, dia 15, mas isso pode atrasar.

Complexo. Na prática, a venda do balcão de seguros da Caixa nunca foi vista como trivial. Depois de atrair 20 interessados para os outros ramos que não estão dentro do escopo de negociação com a CNP, as seguradoras, especialmente multinacionais, tentam obter aval de suas matrizes para seguir adiante no processo. Pesam, sobretudo, questões de compliance. Além de o negócio compreender cifras elevadas, joga contra ser sócio da Caixa em uma nova empresa em meio a investigações de casos de corrupção envolvendo o próprio banco e alguns de seus dirigentes. Procurada, a seguradora da Caixa não comentou.

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