CSN pode fechar acordo com bancos para alongar dívidas na 1ª semana do ano

CSN pode fechar acordo com bancos para alongar dívidas na 1ª semana do ano

Coluna do Broadcast

27 Dezembro 2017 | 07h35

Depois de publicar seus demonstrativos financeiros auditados e ficar em dia com o mercado, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) deverá fechar acordo para alongar suas dívidas com Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, seus principais credores, já na primeira semana de janeiro, provavelmente até o dia 5. Os valores devem ser da ordem de R$ 14 bilhões. As negociações com os dois bancos públicos já estão bastante adiantadas.

Aqui e lá. Outro passo importante da companhia de Benjamin Steinbruch foi o arquivamento do formulário 20-F relativo ao ano de 2016, na SEC, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) dos Estados Unidos, o que permitiria à siderúrgica acessar o mercado de dívida externo, com emissão de novos bônus. Para sair com tal operação, resta ainda negociar a carta de conforto com a Deloitte, necessária após advertência de “deficiências” no controle interno feita pela auditoria no relatório 20-F. No mercado, se fala em uma captação no começo de 2018 de cerca de US$ 1 bilhão, para rolar quase US$ 2 bilhões em bônus que vencem em 2019 e 2020. A companhia tem ainda emitido US$ 1 bilhão de bônus perpétuos.

Ganhou fôlego. Se tudo der certo, o que inclui nenhuma agência de rating rebaixar a nota do Brasil até lá, a CSN volta ao mercado de dívida externa com percepção de preço muito melhor do que no ano passado, quando seus bônus chegaram a operar no mercado secundário como se a companhia fosse dar um calote em sua dívida. Hoje, em posição contrária, são negociados a preços próximos ao de companhias de primeira linha. Procurada, a CSN não comentou.

Siga a @colunadobroad no Twitter