Desfecho da leniência da J&F é risco para rolagem de dívida da JBS

Desfecho da leniência da J&F é risco para rolagem de dívida da JBS

Coluna do Broadcast

13 Setembro 2017 | 05h00

A rolagem bilionária da dívida da JBS com bancos brasileiros e estrangeiros está, por ora, protegida. Mas pode ter problemas caso o acordo de leniência fechado pelo grupo controlador do frigorífico com o Ministério Público Federal caia por terra. Se for anulado, há uma cláusula na renegociação que anteciparia os pagamentos. Além disso, uma mudança material no acordo, como o aumento expressivo da multa fixada, quebraria outra cláusula e obrigaria os bancos a reverem o contrato. A repactuação da dívida da JBS está condicionada, principalmente, à venda de ativos. Ou seja, se a desova de futuros negócios for comprometida ou operações já fechadas forem revertidas, o acordo de renegociação também pode ser posto em xeque. A JBS não trabalharia, contudo, com tal cenário, conforme interlocutores próximos à empresa.

Colchão. No limite, os bancos podem ser obrigados a reforçar as provisões para devedores duvidosos para acomodar a piora do risco da JBS. Na segunda-feira, 11, foi suspensa a homologação do acordo de leniência do grupo J & F. O impacto, contudo, está restrito às pessoas físicas. Eventual reflexo nos negócios depende de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Santander, Citi e outros estrangeiros empurraram a dívida de R$ 17 bilhões da JBS por 24 meses. O Itaú Unibanco, com exposição de cerca de R$ 1,5 bilhão, optou por um acerto individual. Procurados, JBS e bancos não comentaram.

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