Governo volta a cogitar IPO da Caixa Seguridade para antes das eleições

Governo volta a cogitar IPO da Caixa Seguridade para antes das eleições

Economia & Negócios

17 Maio 2018 | 04h00

Há quem cogite na equipe econômica a possibilidade de retomar a abertura de capital das operações de seguros da Caixa Econômica Federal, concentradas na Caixa Seguridade, antes mesmo das eleições presidenciais no Brasil. Diversas reuniões ocorreram na semana passada com a participação do presidente da Caixa, Nelson Souza, e representantes de bancos que, no passado, foram selecionados para coordenar a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), com o próprio ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, e demais integrantes da equipe econômica. O recado passado pelas instituições financeiras é de que há espaço para emplacar a operação antes das eleições. Soou como música no ouvido da equipe econômica que enfrenta restrições no orçamento público.

Será?
No entanto, a Caixa tem de resolver o verdadeiro imbróglio em torno da reorganização do seu balcão de seguros. Além da negociação com a sócia CNP Assurances, que esquentou nos últimos dias, ainda precisa concluir o leilão das outras duas sociedades e finalizar as conversas com a Wiz, corretora exclusiva da Caixa Seguros. Tanto é que, do lado técnico, a descrença predomina quanto à possibilidade de tirar o IPO da Caixa Seguridade do papel antes das eleições.

Não deu
No passado, o governo anterior já tentou a mesma estratégia e não foi bem-sucedido. Pelo contrário, sem concluir a reorganização das parcerias em seguros do banco público, a Caixa Seguridade poderia ter um desconto relevante por parte dos investidores, reduzindo, assim, o montante a ser captado com a abertura de capital, de cerca de R$ 10 bilhões na época.

Vale lembrar
Os bancos contratados para tocar a abertura capital da Caixa Seguridade eram o Banco do Brasil, na condição de líder, acompanhado do UBS. O grupo contava ainda com Bradesco BBI, Itaú BBA, BTG Pactual, Goldman Sachs, Brasil Plural, Citigroup e Bank of America Merrill Lynch (BofA). Procurados, os envolvidos não comentaram. O Ministério da Fazenda também não se manifestou.

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