Investidor paga preços diferentes para Intermédica e Hapvida

Investidor paga preços diferentes para Intermédica e Hapvida

Fernanda Guimarães

01 Abril 2018 | 05h00

Embora tenham modelos de negócios muito parecidos, as operadoras de saúde NotreDame Intermédica e Hapvida não têm sido analisadas em pé de igualdade pelos investidores. Ambas programam realizar suas ofertas públicas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) em abril e estão em conversas preliminares com investidores. Até aqui, Hapvida tem sido considerada mais atrativa, levando em conta os preços que começaram a ser colocados na mesa. As duas estão sendo ofertadas com os mesmos múltiplos (cálculo utilizado para se determinar o valor da empresa), mas investidores observam que a Hapvida obteve um lucro de R$ 650,6 milhões no ano passado (uma margem de 21,4%), ao passo que o da Notredame foi de R$ 393,6 milhões (margem de 13,4%). Por serem do mesmo setor, as duas companhias vão disputar o mesmo investidor.

Nem tão iguais
Os negócios das duas operadoras são comparáveis porque ambas são donas de hospitais e clinicas próprias. Apesar disso, há uma diferença no tamanho dessa rede. Estratégica para reduzir os custos das operadoras com procedimentos médicos e elevar a rentabilidade, a rede própria é mais representativa no negócio da Hapvida. A empresa diz que sua rede própria foi responsável no ano de 2017 por 96% das internações e 85% dos exames laboratoriais. Na Intermédica, cerca de 50% dos custos da companhia e 60% do volume de atendimentos ocorrem dentro da rede própria, conforme dados informados pela empresa em setembro. As companhias não comentaram.

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