Itaú e Bradesco fazem exigências para liberar R$ 3 bi para Odebrecht

Itaú e Bradesco fazem exigências para liberar R$ 3 bi para Odebrecht

Coluna do Broadcast

06 Abril 2018 | 05h00

Apesar da resistência dos bancos, a Odebrecht S.A. está em negociação final para obter um novo empréstimo de cerca de R$ 3 bilhões. Itaú Unibanco e Bradesco já teriam praticamente topado liberar os recursos para a holding. Como lastro da operação, o grupo vai oferecer novamente as ações da Braskem, aproveitando-se do bom momento dos papéis na bolsa brasileira, que já subiram quase 50% em um ano. Mas, para obter recursos novos dos bancos, a Odebrecht precisa convencer as instituições financeiras que participaram da reestruturação da dívida da Atvos (ex-Agroindustrial) a abrirem mão da hierarquia das ações da petroquímica, que também foram usadas como garantia na operação. Além de Itaú e Bradesco, estariam neste grupo Banco do Brasil, Santander e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Moeda de troca
Como os papéis da Braskem subiram muito nos últimos meses, a ideia da Odebrecht é usar essa ‘folga’ como lastro para os bancos que concederem novos recursos. Porém, para aceitarem liberar mais dinheiro, Itaú e Bradesco exigiram preferência nas ações da petroquímica caso algo ocorra no futuro. BB, Santander e BNDES teriam recebido ontem, dia 05, a carta convite para abrirem mão da hierarquia das garantias. Resta saber se vão topar.

Ampulheta
A conclusão das conversas entre a Odebrecht e os bancos precisa andar logo. Isso porque parte dos novos recursos serão usados para capitalizar a Odebrecht Engenharia e Construção (OEC), que tem R$ 500 milhões em bônus emitidos no exterior com vencimento previsto para o dia 25. Procurada, a Odebrecht informou “que está em constante diálogo com bancos de seu relacionamento a fim de encontrar, com determinação, pragmatismo e comprometimento, soluções para as suas questões financeiras”. Itaú e Bradesco não comentaram.

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