Itaú Unibanco já esperava Cade considerar caso XP complexo

Itaú Unibanco já esperava Cade considerar caso XP complexo

Coluna do Broadcast

17 Outubro 2017 | 05h00

A decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), de considerar a aquisição de metade da XP Investimentos complexa, não foi surpresa para o Itaú Unibanco. A instituição já esperava tal postura por parte do órgão antitruste, que tem sido mais rígido, principalmente na análise de operações envolvendo o setor bancário. Para um conselheiro do Cade, a transação entre Itaú e XP é mais complexa do que a aquisição do varejo do Citi no Brasil, uma vez que o negócio “tira” um player diferente do mercado, enquanto a operação do banco norte-americano é considerada “pequena” no País.

Faz parte
No caso do Citi, o Cade foi mais ágil na análise do que o Banco Central, que ainda não deu seu aval para a compra. Algum empecilho na questão societária teria ocorrido, mas já estaria solucionado. Depois de não conseguir aprovar o negócio até setembro, quando o Citi queria anunciar o novo presidente que cuidará da operação no Brasil, o novo prazo seria até o fim de outubro. Procurados, Itaú Unibanco e BC não comentaram.

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