Minoritários da Prumo levam briga sobre OPA à CVM

Coluna do Broadcast

12 Julho 2017 | 05h00

Um grupo de acionistas minoritários da Prumo se prepara para enviar uma reclamação à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) contra o processo da oferta pública de aquisição (OPA) capitaneada pela controladora da companhia, a norte-americana EIG. Depois de meses de queda de braço, a EIG anunciou na segunda-feira que elevaria o preço da ação de R$ 10,53 para R$ 11,50, mas frisou que o aumento não seria obrigatório se um segundo laudo de avaliação da empresa for aprovado. A companhia divulgou, ainda, carta de um minoritário da Prumo, o Itaú Unibanco, concordando com os novos termos de preço. Para os minoritários, o problema é que ficou evidente, dada a publicidade que a EIG deu à carta do Itaú, que houve acerto entre o controlador da empresa e o banco, sem o conhecimento dos demais minoritários.

Mudança de preço
Outro ponto que deve ser levado à CVM é que a EIG aumentou sua participação na Prumo, especialmente na semana passada, pagando um preço médio por ação de R$ 10,25, em um momento em que o preço do papel na OPA estava fixado em R$ 10,53. Ou seja: ao vender os papéis, os acionistas desconheciam a possibilidade de o valor da ação na OPA poder ser elevado em quase R$ 1,00.

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