Minoritários da Unipar Cabocloro se organizam para não aderir à OPA

Coluna do Broadcast

27 Julho 2017 | 05h00

Os minoritários da Unipar Cabocloro, do setor químico, estão se organizando para não aderirem à oferta de fechamento de capital da empresa (OPA), que acontece nesta quinta-feira, 27, na B3. Reclamam que o valor oferecido pelo controlador é muito baixo perto da geração de caixa da empresa e do valor real do ativo, tido como um dos melhores da indústria química brasileira. O preço para adesão à oferta foi ajustado esta semana por conta de uma distribuição de dividendos. O valor por ação preferencial (PNB), na qual está a maioria dos investidores, caiu de R$ 7,50 para R$ 2,50. Alguns minoritários, no entanto, dizem que começariam a pensar em participar da OPA ao valor de R$ 20,00 por ação. Há 36 milhões de ações nas mãos de minoritários, volume equivalente a cerca de metade do free float, de menos de 63 milhões de papéis em circulação. Para a OPA ser bem-sucedida, ao menos dois terços dos acionistas minoritários precisam aderir.

Adeus

Se o fechamento de capital da Unipar Cabocloro não for adiante, a butique de investimentos Estáter, que no ano passado assumiu o controle da empresa, pode deixar a companhia. Seu contrato vai até dezembro próximo e pode ser renovado automaticamente caso a empresa saia da bolsa. Do contrário, o fundador da Estáter, Pérsio de Souza, hoje no conselho da empresa, sai de cena e o empresário baiano Frank Geyer volta ao comando. Ele decidiu transferir seus direitos políticos para a Estáter após se tornar delator da Lava Jato e deixou a companhia. Procuradas, Unipar Cabocloro e Estáter não responderam.

 

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