Minoritários questionam direitos em oferta da Brookfield à Renova

Minoritários questionam direitos em oferta da Brookfield à Renova

Coluna do Broadcast

05 Dezembro 2017 | 05h00

Acionistas minoritários da Renova Energia, controlada pela Cemig, já começaram a avaliar quais serão seus direitos com o aporte primário de R$ 1,4 bilhão da Brookfield na companhia, que ainda está em negociação. Surgiram dúvidas se haveria uma injeção de recursos secundária, na qual a Cemig embolsaria R$ 400 milhões, muito embora a sinalização dada pela Renova era a de que a oferta não contemplava a compra de participação de atuais acionistas. Os minoritários estão fazendo as contas na ponta do lápis de quanto representaria, de fato, a entrada da Brookfield para o preço da ação da Renova. Alguns minoritários chegaram ao valor de R$ 8,72, sendo que o valor ofertado pela Brookfield por unit foi de R$ 6,00.

Porém. O entendimento desse grupo é que com a mudança de controle da empresa será necessária uma oferta pública de aquisição (OPA), oferecendo o mesmo valor atribuído à companhia na negociação com a Brookfield. A entrada de recursos na Cemig, no entanto, pode não corresponder a dinheiro extra, mas sim a pagamento de mútuos, ou seja, uma dívida que a Renova possui especificamente com a Cemig GT. Ao menos é o que explica parte do mercado.

Sustentação. As dúvidas sobre um possível aporte secundário surgiram depois que executivos da Cemig indicaram em teleconferência que a empresa teria a receber entre R$ 350 milhões e R$ 400 milhões com o aumento de capital da Renova, sem detalhar porque receberia esse valor, levando a diferentes interpretações. Procurada, a Cemig não quis explicar a declaração. A falta de transparência sobre a negociação entre controladores e Brookfield, aliás, também tem irritado os minoritários, que há meses pedem mais explicações. //COM LUCIANA COLLET

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