Na contramão de BNDES, bancos credores de JBS querem Wesley

Na contramão de BNDES, bancos credores de JBS querem Wesley

Coluna do Broadcast

24 Agosto 2017 | 05h00

Se de um lado o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) atua para que Wesley Batista deixe o comando da JBS, os bancos que renegociaram uma dívida bilionária da empresa nadam em direção contrária e não querem uma alteração imediata. O grupo está preocupado com o cronograma de pagamento dos R$ 17 bilhões que foram rolados caso a administração mude de supetão. Em meio a isso, a JBS já busca um assessor para negociar a questão com o BNDES e acionistas minoritários da empresa. A reestruturação foi comandada pelo próprio Wesley, que sentou-se à mesa com diversos bancos e assumiu vários compromissos, como a venda de ativos. Portanto, uma mudança de comando poderia trazer risco a tal negociação, já que seu substituto pode tentar alterar esses compromissos. Apesar dos pesares, Wesley é visto como um bom administrador e uma mudança brusca, para esses credores, não faria sentido em uma empresa de tamanha complexidade operacional.

Mais uma vez
Procurada, a JBS disse que “não irá comentar sobre o tema em questão. A companhia reitera que tem trabalhado intensamente na adoção de diversas medidas sempre com a observância do melhor interesse da JBS e de seus acionistas e que todas as decisões tomadas pelo atual Conselho de Administração foram aprovadas por unanimidade.”

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