Natura e Rede D’Or se preparam para captar no exterior pela primeira vez

Natura e Rede D’Or se preparam para captar no exterior pela primeira vez

Coluna do Broadcast

22 Dezembro 2017 | 07h43

Natura e Rede D’Or figuram entre as companhias brasileiras que pretendem estrear no mercado de dívida externa em 2018. Ainda sem considerar o provável cenário de rebaixamento de rating do Brasil pelas agências de classificação de risco, ambas as companhias estão prontas para acessar o capital externo já em janeiro. A Natura chegará com uma operação que pode alcançar US$ 1 bilhão em bônus emitidos com prazo de 10 anos. A empresa vai usar os recursos para pré pagar dívidas mais caras, basicamente linhas bilaterais com bancos. O pagamento antecipado dessas dívidas deve, paralelamente, aliviar os limites de empréstimo da companhia com os bancos, que diminuíram após a aquisição da The Body Shop, concluída em setembro.

Gestão. Já a Rede D’Or pode levantar cerca de US$ 500 milhões. A empresa, controlada pelo fundo soberano de Cingapura GIC e pelo fundo de private equity Carlyle, também pretende aproveitar para reestruturar o passivo.

Antecipando. A ida da Natura ao mercado externo evidencia a corrida das empresas para que as emissões ocorram na melhor janela antes das eleições, já que não precisaria ter pressa. A empresa firmou com os bancos um prazo de dois anos para reestruturar a dívida da compra da The Body Shop. Procurados, Natura e Rede D’Or não comentaram. //COM DAYANNE SOUSA

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