Operações da PF não afetam inquérito em curso da ATS no Cade

Operações da PF não afetam inquérito em curso da ATS no Cade

Economia & Negócios

13 Abril 2018 | 04h00

A série de investigações no âmbito da Lava Jato que já citou a ATG, dona da ATS, não afetou o curso do inquérito administrativo que tramita há quase dois anos no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A empresa, que recebeu investimentos do Postalis (fundo de pensão dos funcionários dos Correios) – alvo das operações da Polícia Federal -, tem planos de abrir uma nova bolsa de valores no Brasil e acusa a B3 de ser a responsável desse projeto não ir para frente, apesar de todos os imbróglios que têm afetado a credibilidade do negócio. O Cade teria alegado que seguir com esse inquérito está dentro do escopo do regulador.

Não só isso
Em paralelo, a ATS está em uma arbitragem ativa com a B3, por conta de determinação do órgão antitruste, no âmbito da aprovação da fusão. Após esse processo, ficou determinado que sejam definidos preço e condições para o acesso do novo player, no caso a ATS, à infraestrutura da B3.

Ruiu
A operação deflagrada hoje é contra suspeitos de participar de um esquema de lavagem de dinheiro e pagamento de propina para gestores dos fundos de pensão dos Correios (Postalis) e do Serpro, empresa pública de tecnologia da informação. Procurado, o Cade informou que não comenta processos em andamento. A ATG diz que Arthur Pinheiro Machado e Patricia Iriarte estão sendo afastados de todas as suas funções na empresa. Garante ainda que a prestação de serviços aos clientes está e será mantida normalmente.

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