Para AMEC, ‘Conselhinho’ trouxe retrocesso ao mercado de capitais

Coluna do Broadcast

16 Julho 2017 | 05h00

Uma dura crítica proferida pela Associação de Investidores de Mercado de Capitais (Amec) atingiu em cheio o Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional, conhecido como “Conselhinho”. O alvo foi a decisão de que a Lei das S/As não se aplica totalmente quando o controlador de uma companhia é o governo.

O que mudou
Esse entendimento reverteu a condenação da União por abuso de poder como controladora da Eletrobrás. A decisão foi considerada um marco a favor de acionistas minoritários no Brasil, em julgamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Para a Amec, a autarquia “viu cair por terra seu considerável esforço para dar um basta no uso político das companhias estatais de capital aberto”.

Em jogo?
A associação, que representa investidores com mais de R$ 400 bilhões aplicados no mercado de ações no Brasil, diz que tal mensagem ao mercado pode colocar em jogo o apetite dos investidores nas ofertas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês) de empresas estatais. E cita como exemplo a oferta, prevista para este mês, do ressegurador IRB Brasil Re, que tem a União como o maior acionista.

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