Relação com partes relacionadas com Ômega Geração incomoda investidores

Coluna do Broadcast

23 Junho 2017 | 05h00

O número de transações com partes relacionadas da Ômega Geração, que tenta uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), tem deixado os investidores ressabiados. Não é de hoje que esse tipo de operação – uma espécie de contrato entre empresas que, por exemplo, compartilham o mesmo controle ou sócios – tem sido olhada com lupa pelo mercado e também pelo regulador, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). No caso da Ômega, há até mesmo um alerta no prospecto da oferta, em fatores de riscos relacionados à companhia, citando que a empresa “poderá enfrentar situações de potencial conflito de interesses em negociações com partes relacionadas”.

Cuidado
Na companhia, porém, a percepção é de que esse assunto foi tratado com o devido cuidado e que itens de governança corporativa foram adotados, indo além do que é pedido em regulação. Foi criado, por exemplo, um comitê independente e estatutário exatamente para analisar transações com partes relacionadas. Procurada, a Ômega Geração disse que não poderia comentar por estar em período de silêncio.

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