Sem avanço, Caixa pode adiar venda de balcão de seguros para 2021

Sem avanço, Caixa pode adiar venda de balcão de seguros para 2021

Economia & Negócios

09 Maio 2018 | 04h00

A conclusão da venda do balcão de seguros da Caixa Econômica Federal corre sérios riscos de ser adiada novamente. Só que desta vez por um tempo bem mais longo do que os vistos até então. A Caixa avalia, caso não feche a nova sociedade com a francesa CNP Assurances até junho, postergar o certame para 2021, quando termina o prazo do contrato atual. Junto à CNP, as negociações avançaram até a preparação dos documentos finais, mas ficaram pendentes por questões de governança corporativa de ambas as sócias e ainda da corretora Wiz. A nova data para assinatura do contrato é 25 de maio. Caso não ocorra, um processo de leilão será aberto para todos os interessados, sem exclusividade, após 2021. Isso porque, no certame atual, a seguradora francesa teve preferência nas modalidades de seguro de vida, prestamista e previdência privada.

Em compasso de espera
Enquanto isso, os interessados que já fizeram uma oferta não-vinculante pelas demais áreas de seguros da Caixa, que não foram incluídas no negócio com a CNP, seguem aguardando. Em jogo, estão duas sociedades: uma com foco em seguro habitacional e consórcio e outra de automóvel, rural, residencial e patrimonial, além de capitalização. Essas, porém, também caem por terra sem o desfecho entre Caixa e CNP.

Boas notícias
Já a corretora Wiz ganha uma vida extra caso o leilão do balcão de seguros da Caixa fique realmente para 2021. Isso porque a empresa, assim como a CNP, também tem exclusividade de venda de apólices do banco público e teve seu futuro colocado em xeque após o anúncio do certame com a francesa. Tanto é que a Wiz já negociava com a Caixa Seguridade, holding que concentra os negócios de seguros da Caixa, e com a CNP as condições de sua atuação no futuro modelo. Procuradas, Caixa e CNP não comentaram.

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