Um dos controladores da Weg deixa de receber proventos por decisão judicial

Um dos controladores da Weg deixa de receber proventos por decisão judicial

Coluna do Broadcast

23 Março 2018 | 05h00

A WPA, holding familiar que controla a catarinense Weg, com 50,1% do capital, teve mais um revés na Justiça. Dessa vez, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina determinou o bloqueio dos proventos a serem pagos aos acionistas do grupo “E. J. da S. A.” pela WPA, que passarão a ser depositados em uma conta judicial. EJS – grupo que detém 33% da holding – são as letras inicias de Eggon João da Silva, um dos fundadores da Weg, falecido em 2015. Além da Weg, a WPA possui participação na BRF e em uma série de outras companhias. A decisão judicial atendeu a um recurso de Lucas Demathe da Silva, um dos herdeiros de Eggon. Filho fora do casamento, Silva alega que o executivo doou seu patrimônio em vida, beneficiando seus outros herdeiros e o prejudicando, visto que o inventário foi esvaziado no momento da partilha.

Sem poder mexer. Antes dessa decisão, no ano passado, a WPA já teve 1,388% das ações bloqueadas pela Justiça. Os advogados responsáveis pela defesa de Silva, Alexandre Pedro Dutra e Felipe J. T. de Medeiros, do escritório Maria Berenice Dias Advogados, não quiseram comentar. Os demais envolvidos não retornaram à Coluna.

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