Urbplan, do Carlyle, pode partir para recuperação extra ou judicial

Coluna do Broadcast

25 Agosto 2017 | 05h00

A Urbplan, loteadora que tem o fundo de private equity Carlyle em seu controle, colocou o fim deste mês como nova data limite para resolver sua crise financeira, que já dura quase quatro anos. A companhia tem a intenção de “reempacotar” todos os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) que estão no mercado e contaminados por inadimplência em um único CRI. Mas não tem havido, até agora, consenso em torno da reestruturação por meio de um único “CRIzão”, como está sendo chamado no mercado. A dificuldade é reunir credores para propor o novo arranjo, já que os CRIs estão pulverizados. O Carlyle, por sua vez, não quer mais investir no projeto. Um grupo de credores já discute em câmara de arbitragem pelo menos três estruturas de CRIs com a Urbplan.

Outros caminhos. Sem a reestruturação dos CRIs, a Urbplan pode partir para opções como a recuperação extrajudicial ou, eventualmente, judicial. O montante total da dívida da empresa estaria em torno de R$ 500 milhões. A Urbplan tem mais de 80 empreendimentos em 18 Estados e mais de 40 mil terrenos comercializados. Procurados, o Carlyle não comentou e a Urbplan não respondeu.

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