Usiminas terá de repensar fornecimento de placas para usina de Cubatão

Usiminas terá de repensar fornecimento de placas para usina de Cubatão

Coluna do Broadcast

06 Dezembro 2017 | 05h00

A paralisação da área primária da usina de Cubatão da Usiminas, em janeiro de 2016, como medida para combater sua crise financeira, deve começar a pesar para a empresa. A companhia terá que repensar seu fornecimento de placas para laminar na usina, principalmente agora que o mercado começa a dar sinais de alguma melhora.

Bastidores
A principal fornecedora desde a paralisação é a CSA, que recentemente foi vendida para a Ternium, sócia da Usiminas. A CSA vinha abastecendo a siderúrgica, mas, após a mudança de dono, os volumes já diminuíram e a tendência é de mais queda. Isso porque a Ternium comprou a CSA para alimentar a necessidade de sua unidade mexicana, deficitária de placas e que acaba de anunciar uma nova laminadora, o que aumentará a demanda. Nos bastidores, já se questiona se foi um erro da ex-administração da companhia fechar a área primária, visto que sua reabertura não acontecerá em um prazo menor do que cinco anos.

Com a palavra
A Usiminas diz que faz parte de sua estratégia diversificar seus fornecedores de placas “tendo em vista as perspectivas de melhoria do cenário econômico interno”. A companhia afirma ainda que o fornecimento por parte da Ternium Brasil (ex-CSA) segue conforme memorando de entendimento assinado originalmente em junho deste ano e ratificado por unanimidade no mês de novembro passado pelo Conselho de Administração.

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