Velódromo Olímpico atingido por incêndio não tem seguro

Velódromo Olímpico atingido por incêndio não tem seguro

Coluna do Broadcast

02 Agosto 2017 | 05h00

O Velódromo do Parque Olímpico do Rio de Janeiro, atingido por um incêndio por conta de um balão na madrugada do último domingo, 30, não tem seguro. Os prejuízos são estimados por especialistas em cerca de R$ 10 milhões, quase o custo anual da manutenção do local. A cifra sobe ao se levar em conta os prejuízos causados pela interrupção do complexo, o chamado lucro cessante.

Empurra-empurra
Atualmente, o Velódromo está sob a gestão da Autoridade de Governança do Legado Olímpico (AGLO), criada em março. O órgão justifica a ausência do seguro pela falta de um inventário que a Prefeitura do Rio deveria ter feito. Nele, teria de informar as instalações que queria ver seguradas, para posterior aval do Ministério dos Esportes, o que não aconteceu. Procurada, a Prefeitura do Rio não se manifestou até o momento. O Ministério dos Esportes também não comentou.

Com a palavra
A Prefeitura do Rio informa que o termo de cessão do Velódromo para o Ministério dos Esportes, assinado em dezembro passado, previa levantamento conjunto das instalações. No entanto, o Ministério dispensou os técnicos da Riourbe e assumiu essa tarefa. Vale dizer que a Riourbe entregou ao ministério o material técnico dos equipamentos, incluindo os manuais de operação. Ressalta-se que a AGLO (Autoridade de Governança do Legado Olímpico), o órgão federal criado para tratar da cessão, transferiu sua sede para o Velódromo, que custou R$ 140 milhões à Prefeitura. Em nenhum momento foi solicitado pelo Ministério o inventário das instalações. A Prefeitura frisa que o trabalho de vistoria dos técnicos da Riourbe foi dispensado pelo Ministério, que assumiu os custos de manutenção do Velódromo e realizou eventos no local.

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