Crédito: o lubrificante na engrenagem da economia

Crédito: o lubrificante na engrenagem da economia

Canal Econoweek

16 Outubro 2017 | 05h30

Inspirados no norte-americano Ray Dalio – filantrópo e fundador do Bridgewater Associates, um dos maiores fundos de investimentos do mundo -, o pessoal do Econoweek conta como a ciência econômica funciona e como o crédito em um ambiente saudável assume o papel de “óleo nas engrenagens” da economia, fazendo tudo acontecer mais facilmente.

A economia é feita por um monte de transações que se repetem incansavelmente a cada segundo ao redor de todo o mundo. Toda transação é composta por um vendedor e um comprador, e o negócio pode tratar de um produto, um serviço, ativos financeiros ou mesmo a mão de obra de um trabalhador. O acordo é completado usando dinheiro ou crédito.

O mercado de crédito é igual a qualquer outro. Nele, existem compradores e vendedores que completam as transações. São os credores e os tomadores de crédito.

Os credores normalmente querem fazer o seu dinheiro obter um retorno financeiro e os tomadores de crédito, por sua vez, geralmente querem adquirir alguma coisa que não teriam condições de comprar à vista naquele momento, como uma casa, um carro ou o investimento em algum negócio.

Em teoria, o crédito estaria relacionado a estas grandes compras, sonhos, formação de patrimônio. Mas o perfil do brasileiro mostra o hábito da tomada de crédito para pagar contas do dia-a-dia, o que não é uma prática muito aconselhável do ponto de vista das finanças. Atitudes como pagar o mercado no cheque especial ou pegar empréstimo para quitar aluguel mostram que você não tem feito a lição número um das finanças (gastar menos do que ganha) e que a renda não está dando nem para cobrir as despesas básicas.

Mas, voltando ao crédito, o que rege este mercado é a confiança e a taxa de juro. A confiança faz parte do jogo porque é fundamental para que ambas as partes (tomador e credor) pactuem um acordo e firmem o prazo, as condições e as garantias.

O juro é a remuneração sobre o montante inicialmente emprestado, é o que o tomador irá pagar para pegar o dinheiro por algum tempo. Tudo o mais constante, quanto maior esta taxa é, menor tende a ser o mercado de crédito. Afinal, se a taxa de juros está alta, significa que está mais caro pegar empréstimos e outras modalidades de crédito. O contrário também é verdadeiro: se o juro está baixo, mais pessoas pegam crédito.

É a partir dessas duas variáveis que o crédito é criado. E o crédito é importante porque pode impulsionar a atividade, pois eleva gasto e renda agregados em uma economia. Se imerso em um ambiente saudável, que envolve um órgão controlador, que é o Banco Central definindo regras e juros – a conhecida taxa Selic – e imprimindo cédulas em medidas adequadas, o crédito transforma em um dos principais facilitadores do crescimento econômico.