A sinergia das quatro forças

Para os especialistas, o "nexus das forças" envolve quatro tecnologias que atuam simultaneamente como alavancas de transformação das empresas. Essas forças são: mobilidade, redes sociais, computação em nuvem e internet -- ou, no jargão internacional, em inglês: mobile, social, cloud e information. Um simpósio mundial do Gartner tratará desse tema em São Paulo, nos próximos dias 29 a 31.

Ethevaldo Siqueira

07 Outubro 2012 | 17h03

Nestes tempos de profundas mudanças, os maiores desafios que as empresas enfrentam nas áreas de TI (tecnologia da informação) e de telecomunicações são quatro forças convergentes que atuam simultaneamente no cenário econômico: mobilidade, redes sociais, computação em nuvem e internet.

Para os especialistas elas são chamadas de nexus das forças e representadas no jargão internacional por quatro palavras em inglês: mobile, social, cloud e information. Na realidade, essas forças definem praticamente o futuro das empresas. Em especial, quando as corporações compreendem o poder e impacto dessas alavancas tecnológicas e utilizam sua sinergia, traduzidas no poder conjunto da mobilidade, das redes sociais, da computação em nuvem e do potencial incrível da internet.

O papel de cada uma dessas quatro forças na vida das empresas é cristalino para os novos executivos. A mobilidade amplia as possibilidades de acesso ao maior número de pessoas, ou seja, de clientes. E nunca é demais enfatizar que as pessoas são seres móveis. As redes sociais, por sua vez, estimulam novos comportamentos e novas aspirações. As empresas precisam aprender a utilizar bem o Facebook, o Twitter, o Linkedin e outras redes sociais.

O terceiro fator, conhecido hoje como computação em nuvem – ou, simplesmente, nuvem – permite a obtenção de novas formas de serviços e aplicações. A nuvem está se transformando no maior repositório de conteúdos virtuais do planeta. Por fim, a internet, que fornece novos contextos às empresas e às pessoas, como informação universalizada e instantânea.


Vale lembrar que o mundo vive a era pós-PC, caracterizada, principalmente, pela mobilidade e pelo uso crescente de dispositivos móveis, como tablets e smartphones. Nesse novo cenário, os dispositivos móveis permitem às pessoas acessar conteúdos e aplicações, praticamente a qualquer hora e em qualquer lugar.

Todas as transformações que ocorriam em passado recente eram identificadas como resultado da evolução dessas quatro poderosas forças, mas que eram vistas de forma isolada e independente. Hoje, o comportamento das pessoas se transforma no centro de convergência, com dispositivos cada vez mais inteligentes e conectados.

Para onde vamos?

As ferramentas tecnológicas de gestão continuarão a expandir-se e a ampliar seu alcance. Esse tipo de tecnocentrismo abre novas possibilidades para o design centrado no ser humano. As pessoas se tornarão, cada dia mais, consumidores sofisticados se transformarão em cocriadores de tecnologia e de conteúdo. Mais ainda: elas poderão compartilhar e acelerar suas experiências e preferências.

Todos esses avanços, entretanto, não se realizarão sem complexidade crescente. Isso decorre exatamente da natureza da evolução tecnológica. Para o usuário, ao contrário, as coisas se tornam sempre mais simples e mais alinhadas com seus propósitos.

Foco no homem.

Poucos especialistas mostraram tão bem quanto o professor Donald Norman, da Universidade da Califórnia (em San Diego), o que significa a tecnologia centrada no ser humano (human-centered technology). Entre seus principais livros estão: O Design das Coisas do Futuro e O Computador Invisível.

O prof. Norman diz que o ciclo de vida das novas tecnologias, das empresas e de seus produtos precisa mudar, à medida que eles passam da juventude para a maturidade. O consumidor quer e espera que a tecnologia seja invisível, oculta da visão dos usuários. Isso acontece, também, com toda a tecnologia embutida nos smartphones e nos tablets, por exemplo, que se tornam sempre mais fáceis de usar ou users friedly.

Como preparar-se?

Um dos maiores desafios para o executivo do século 21 é preparar-se adequadamente e no tempo certo para enfrentar a mudança tecnológica de nosso tempo, em especial no mundo da Tecnologia da Informação. Além de cursos especiais e das leituras que cada um escolhe, é altamente desejável que ele participe de eventos de alto nível, com especialistas independentes.

Uma das melhores sugestões que eu posso dar é a participação no próximo Simpósio Gartner IT-Expo, que será realizado no final deste mês, de 29 a 31 de outubro, em São Paulo. É uma das maiores reuniões de diretores de Tecnologia da Informação (CIOs) do mundo, que se realiza anualmente em sete países (Estados Unidos, Japão, Espanha, África do Sul, Índia, Austrália e Brasil).

O evento cobrirá temas tão relevantes quanto: Como a Internet Mudará Nossas Vidas, As Dez Maiores Tendências Estratégicas para 2013, Radar das Tendências Emergentes: Uma Visão até 2017, O que os Diretores Financeiros (CFOs) Precisam Saber que os Diretores de Tecnologia (CIOs) Podem Contar e muitos outros.

Entre os temas que serão focalizados no Symposium de São Paulo, estão os aplicativos, Inteligência nos Negócios e Gestão das Informações, Melhoria do Processo de Negócios, Arquitetura Empresarial, Infraestrutura e Operações de Data Center, Servidor, Armazenamento e TI, Gestão de Portfólio e Programas, Gestão de Risco e Segurança, Infraestrutura e Operações: Mobile, Client Computing & Communications.

Os interessados podem obter mais informações e inscrever-se pelo site www.gartner.com.br/symposium ou pelos telefones (011) 3074-9724 e 3073-0625.