Moeda é um investimento de profissionais

Economia & Negócios

15 Maio 2017 | 05h00

Como aproveitar a queda do dólar para investir em alguma aplicação relacionada ao câmbio? Qual porcentagem do patrimônio aplicar?

Ganhar com a queda do dólar é entrar vendido na moeda estrangeira. Em outros termos, um especulador que queira ganhar dinheiro partindo da premissa de que o dólar irá se desvalorizar frente ao real deverá entrar no mercado futuro vendendo a moeda estrangeira. Por exemplo: hoje o dólar está a R$ 3,1336 e você acredita que o dólar em janeiro de 2018 irá cair para R$ 2,90. Você deve entrar no mercado futuro e vender contrato de dólar a R$ 3,30. Assim, você irá ganhar em cada dólar vendido a diferença entre o preço estabelecido em contrato e o valor da dia de fechamento.

Neste exemplo, a diferença em cada dólar é de R$ 0,40, em um contrato com referência de US$ 50 mil. Caso a sua expectativa seja confirmada, o ganho será de R$ 20 mil. Para dar uma ideia do mercado, nesta data, na B3, cada contrato tem o valor de US$ 50 mil e com a cotação expressa em US$ 1 mil, sendo que, para contratos vencendo em janeiro de 2018 (F18), a cotação está em R$ 3.291,2360. Deixo bem claro que investir em moeda é usualmente para profissionais: trata-se de um mercado de alto risco e que exige conhecimentos específicos. Você pode ganhar muito dinheiro, mas pode perder muito e rapidamente. Dessa maneira, a fatia dedicada a essa aplicação deve ser bem pequena e que não irá comprometer o seu patrimônio.

A empresa em que trabalho disse que vai deixar de fazer aportes no fundo de previdência dos funcionários. É vantajoso tirar o dinheiro de lá e investir em outras aplicações? Contribuo há 15 anos para esse fundo.


Devido ao forte impacto tributário, não deve valer a pena. Antes de tomar a decisão sobre o resgate do saldo, você deve conhecer todas as condições estabelecidas pelo plano de previdência, bem como o tipo de carteira do fundo para poder saber sobre o seu grau de risco – além de examinar como está a rentabilidade do fundo frente a outros de mesma natureza. Os planos de previdência têm como ponto positivo o deferimento tributário que traz vantagens para aqueles que irão usar os recursos no momento de sua aposentadoria – em outros termos, no longo prazo.

Para aqueles que, por qualquer motivo, resgatam os valores dos planos no curto prazo, o custo tributário é grande, independentemente do regime tributário escolhido. Isso fica mais evidente quando a opção é o regime regressivo, definitivo na fonte, porque a alíquota inicial é de 35%. No caso de planos de empresa que usualmente são do tipo PGBL, o impacto tributário é mais forte porque a incidência dos tributos é sobre todo o saldo existente na sua conta, ao passo que, nos planos VGBL, os tributos são sobre o ganho de capital, e não sobre as contribuições realizadas.

Neste momento, é importante firmar seus objetivos com relação a esse investimento para estabelecer quando realmente esse dinheiro será utilizado. Caso esse valor seja voltado para sua aposentadoria, estude se vale ou não a pena manter esse plano e continuar contribuindo por sua conta, mas isso com base na análise das condições do plano, como já dito. Em particular, é muito importante conhecer as condições de recebimento de benefícios e de resgate. Por outro lado, caso você verifique que os resultados do fundo e as condições específicas não estejam adequadas, você pode usar da portabilidade e transferir o saldo para outro plano de mesma natureza e com melhor performance.