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Mercados, no momento, são apostas para otários

José Paulo Kupfer

04 março 2016 | 19:07

Investir em Bolsa e no dólar, neste momento, é risco puro. Quem não é jogador e preza sua suada poupança deve ficar longe desses mercados. Não há fundamento técnico algum no vaivém das cotações, na hora em que os pregões reagem apenas aos movimentos da Lava Jato, embalados no esquentamento da hipótese de troca de governo antes das eleições gerais regulamentares.

Como não há previsão possível para os movimentos da operação policial — e para o desfecho do impasse político –, não há também como prever seus desdobramentos nos mercados. Mas é evidente que, em algum momento, o inchaço artificial das cotações vai refluir — até porque não há base técnica para sustentar indefinidamente a manipulação.

Melhor então fechar os ouvidos ao lero-lero dos operadores. O jogo está pesado e a intensificação da presença nos pregões de fundos e investidores estrangeiros, conhecidas aves de rapina, é prova disso.

Entrar nesse jogo, agora, é, em resumo curto e grosso, coisa para otário. Quem apostar, vai comprar na alta e micar na baixa.

O melhor a fazer, até as coisas tomarem um rumo mais claro, é sossegar o facho e seguir a estratégia do “pistom de gafieira”, aquela do samba clássico de Billy Blanco, quando estoura um bafafá no salão: “quem está fora não entra, quem está dentro não sai”.

 

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