Breaking Bad

Breaking Bad

Claudia Miranda Gonçalves

29 Junho 2017 | 15h40

Não importa se você o ama ou o odeia, todos nós, em algum momento, fomos ou somos o Mr. White, mais conhecido como Heisenberg! Ah! E se você também tem medos, esse artigo é pra você. Calma, calma…você já vai entender…

Pensei nas várias situações em que senti medo. Medo do fracasso, de altura, de conflito, medo da verdade, da mentira. Medo de julgamento, medo de assumir liderança, medo da responsabilidade, e muitos outros medos. Fui, portanto, buscar conhecer o medo e como coexistir com ele.

Prazer, eu sou o medo!

No dicionário o medo é definido como “Estado emocional resultante da consciência de perigo ou de ameaça, reais, hipotéticos ou imaginários”, “Ausência de coragem”, “Preocupação com determinado fato ou possibilidade”.

O medo gera uma resposta de alerta que inicialmente dispara um resposta fisiológica em nosso corpo liberando hormônios de estresse como adrenalina e cortisol, nos preparando para fugir ou lutar, essas reações vêm de nossos ancestrais e garanto que você reconhece algumas ou todas estas situações:

1. Fuga de situações, de conflitos, de desafios, de decisões. Evitamos, desconversamos, procrastinamos…essa última acredito ser a campeã para muitos de nós! Rsrsrsrs.

2. Coração acelerado, respiração curta e rápida, mãos suadas e vermelhidão no toráx e no rosto (muito comum quando estamos apresentando aquele estudo para o nosso chefe, não é? Rsrsrsrs).

3. Congelamento: é o famoso travar, não reagir, parar, deixar de fazer. Soa familiar?

 

Ok ok, reconheço tudo isso…mas o que eu tenho a ver com o Heisenberg do Breaking Bad?

Breaking bad é uma expressão utilizada nos Estados Unidos que significa quando alguém se desvia do caminho certo e começa a fazer o mal. Pode ser por um dia ou por toda a sua vida. Como o titio Walter White fez, por fúria, por ganância, por poder, por medo…

E o medo existe em nós desde…

Sempre!

Ele na verdade, é um aliado. Tem a função de nos ajudar a sobreviver, a continuar a existir, a nos defender e até, nos motivar. Mas em algum momento de nossa vida como seres humanos neste planeta, o medo foi tirado deste contexto. Ele passou a atuar como o sabotador, o “empacador”, o limitante. De fato, nem sei afirmar se isso é culpa da evolução, mas acredito ser um conjunto da nossa sociedade como é hoje, da nossa história individual e do nosso subconsciente. Portanto, em algum momento, todos nós desviamos o papel que o medo foi feito para desempenhar e criamos para ele um papel muito mais maléfico do que benéfico. Muito prazer, meus Heisenbergs queridos!

Não sintam-se mal. Não há nada de errado com você. Todos somos assim, uns mais que os outros. E eu estou aqui para te ajudar a voltar pro caminho do bem!

O que você pode, então, fazer para se relacionar com o medo de uma maneira mais benéfica para você? Ai vão dez dicas!

 

1. Entenda que o medo é seu amigo: sim, ele existe para te ajudar.

2. Entenda o que medo quer te dizer: às vezes ele só está dizendo “Ei, o dinheiro está meio curto este mês, o que a gente pode fazer sobre isso?” e ao invés de te congelar ele pode te motivar.

3. Aceitar um desafio maior: o medo não veio pra dizer que você não é capaz, pelo contrário, ele é o seu termômetro pra dizer “Ei, esse frio na barriga é pra você entender que essa é a chance que você estava esperando – força!”

4. Comece com pequenos riscos: quando você quer correr uma maratona, você não pratica 42km, você comece praticando pequenas distâncias, vai mostrando pro seu corpo que você é capaz. Logo, 5km torna-se pequena distância, depois 10km, 15km e por ai vai…com o medo é a mesma coisa.

5. Cometa mais erros: conecte-se com o seu EU curioso. Quantas vezes quando era criança você tentou andar e caiu? Cair era errar, mas nada te parava, você foi curioso e explorador. Reconecte-se com esse aventureiro, seja livre para errar e o medo vai se tornar uma voz bem baixinha de fundo.

6. Pratique até ficar entediado: a prática leva a…um ótimo resultado. Situações de apresentações, pedidos de casamento (rs), pedidos de aumento, etc…pratique seu discurso inúmeras vezes até cansar. Seu cérebro vai entender que você está bem preparado e seu corpo vai receber essa mensagem!

7. Minimize seu medo: re-treine o seu cérebro para entender que as consequências da maioria de nossos medos não é a morte. Pergunte-se “Ok, posso errar e se julgado negativamente, mas…e daí?”. Normalmente a resposta que eu tenho dos meus clientes é “E daí, nada né?!” seguido de muitas risadas e uma nova consciência.

8. Todos temos medo: medo é cultural, é orgânico, é fisiológico, é de família. Eu arriscaria dizer até, que está no nosso DNA. Portanto, não sinta-se um E.T. Medo é normal.

9. Não espere que o medo vá desaparecer: na verdade nem queira que o medo desapareça. Ele faz parte do processo. Não espere para fazer as coisas uma vez que o frio na barriga passar, isso pode nunca acontecer, e portanto você pode nunca pedir aquela promoção, e conseguir!

10. Use seu mural: pode ser no mural, na agenda, no alarme do celular, no volante! Cole um post-it com a mensagem: “Eu prefiro fazer e me arrepender, do que não fazer e me arrepender de nunca de ter feito”.

O medo é espaçoso! Ele toma tempo, oportunidades, alegrias, desafios, ele toma vida….Uma vez que você aprende a viver com ele, e libera todo este espaço, pergunte-se o que você quer criar nesse lugar?!

 

Já estão com frio na barriga?! Ótimo!! Rsrsrs.

Boa aventura, meus Heisenbergs queridos!

Livia Zillo

Coach, Consultora de MBA, Mestrado e PhD, e sócia na IKIGAI. Dez anos de experiência acadêmica com Mestrado e Doutorado em Ciências, Masters em Gestão de Projetos e formada em Coaching Ontológico e Liderança pela Accomplishment Coaching. Expert em linguagem corporal e treinamento para entrevistas de MBA. Trabalha com coaching de carreira, de vida e executivo, e atende carta de clientes nacional e internacional. Conectada à toda forma de vida, tem como propósito o Esclarecimento, e segue buscando contribuir diariamente para a realização de sonhos e objetivos pessoais e de seus clientes.